·°¯`·• MySexyDreams •·´¯°·


Terça-feira , 24 de Maio de 2011


» Truth or dare - by Mrs. Frack «

» PARTE 1 «

    Sem dúvidas brincadeiras eróticas apimentam algumas relações, ajudam a fugir da rotina, além de ser uma boa opção para se comemorar datas especiais. Foi nesse propósito que adaptei um jogo bastante conhecido, “verdade ou consequência”, para comemorar um aniversário.
    Há dois meses comecei a ficar com Jesse e com o aniversário dele se aproximando eu resolvi preparar uma surpresa especial para ele. Eu o convidei para vir até minha casa na véspera de seu aniversário. Agi como se não soubesse sobre a data. Ele chegou um pouco depois das 20 horas. Ficamos por um tempo conversando, assistimos a um filme e depois ficamos deitados ouvindo música e nos beijando. Na primeira oportunidade ele começou a descer a mão da minha cintura até minha coxa, puxando-me para bem perto dele, deixando nossos corpos encaixados. Parei de beijá-lo.
- O que foi? disse ele estranhando minha atitude
- Não foi nada. Só estou te achando meio apressadinho.
- Apressadinho Claire? Tem mais de meia hora que estamos nos beijando.
Voltei a beijá-lo na boca e desci até o pescoço. Nesse momento meu celular começou a tocar. Sentei na cama e comecei a mexer nele.
- Era só uma mensagem.
    Mentira. Era meu despertador. Faltavam exatos 5 minutos para a meia noite, ou seja, 5 minutos para iniciar o dia do seu aniversário. Coloquei o celular de volta à mesinha de cabeceira, sentei-me sobre as pernas de Jesse e aproximei meus lábios dos seus.
- O que você acha de fazermos uma coisa diferente hoje?
- Diferente como?
- Vai ter que confiar em mim.
- Claire, o que você esta aprontando?
- É uma surpresa.
- Surpresa boa?
- Eu acho que sim, Você quer?
- Sim.
    Levantei-me e peguei um lenço.
- O que você vai fazer com isso?
- Preciso vendar seus olhos. Você não pode ver o que eu fizer.
- Claire?
- Lembra da outra vez que eu te vendei? Não foi tão ruim, não é?
- Não foi ruim mesmo.
- Então sente logo na cama para eu te vendar. E você não pode tirar até eu dizer.
    Assim eu fiz. Vendei-o e corri para preparar tudo.
- O que você está fazendo?
- Está quase pronto.
Em menos de cinco minutos estava tudo pronto. Parei em pé, de frente a ele e disse:
- Pode tirar a venda.
    Quando ele tirou se deparou comigo usando uma lingerie vermelha com uma perneira e sapato de salto. Nas mãos eu tinha um bolo de chocolate com uma velinha acesa. Jesse me olhou da cabeça aos pés.
- Feliz aniversário!
    Jesse não acreditava no que estava vendo.
- Faça um pedido e assopre a vela.
    Ele se levantou, apagou a velinha, pegou o bolo das minhas mãos e colocou em cima da mesinha ao lado da cama. Olhando em meus olhos, ele me segurou pela cintura e puxou meu corpo contra o dele. Fui presa em um beijo sedutor. Suas mãos seguravam firme meu corpo. Uma das minhas mãos pairava sobre sua face, enquanto meu outro braço estava ao redor de seu pescoço. Eu podia sentir meu corpo se arrepiando. Uma sensação única.
- Não acredito que você fez tudo isso, Claire.
- Quem disse que acabou?
- Tem mais coisas?
    Passei o dedo em volta do bolo pegando um pouco de cobertura e passei em seus lábios. Ele lambeu meu dedo. Aproximei-me dele para limpar sua boca com a minha. A cada palavra que eu sussurrava sensualmente, lambia seus lábios de leve:
- Pensei em algo legal para fazermos hoje.
    Ele estava parado com a boca entreaberta e os olhos fechados.
- O que você acha de uma brincadeira?
    Com a boca já limpa ele respondeu:
- Que tipo de brincadeira?
- Lembra do jogo “verdade ou consequência”? Arrumei um jeito de adaptá-lo a nosso favor.
    Jesse topou a brincadeira e eu contei a ele as regras: deveria pedir consequência pelo menos uma vez a cada três em que se pede verdade; na primeira consequência os jogadores perderão uma peça de roupa, porém combinamos que eu não perderia nessa rodada, uma vez que eu já estava apenas com roupas íntimas; as consequências seriam escolhidas por meio de sorteio; caso fosse escolhido “verdade” e o jogador optasse por não responder a pergunta feita, ele deveria sortear uma consequência para realizar; e a mesma pessoa não poderia realizar a mesma consequência duas vezes seguidas.
    Com as regras expostas iniciamos o jogo. Dei a ele o direito de começar.
- Verdade ou consequência?
    Logo de cara Jesse pediu por consequência.
- Certo. Vou tirar sua camisa.
    Aproximei-me dele e tirei devagar sua camisa. Ele me olhava com um sorrisinho malicioso. Eu estava deslumbrada de vê-lo daquela forma a pouca luz. Parecia que eu o via de forma diferente. Ali acontecia algo diferente.
- Agora é sua vez. Verdade ou consequência?
- Verdade.
- Dar ou receber prazer?
- Dar.
    Ele ficou me olhando.
- O que foi? Eu adoro te ver contorcendo por minha causa.
    Começamos a rir e chegou a hora dele pedir verdade.
- Sem te tocar, qual a atitude da mulher que mais te provoca?
- Hum... A maneira como elas se tocam.
- Certo. Agora eu escolho consequência.
    Sorteei.
- Beijo na nuca e costas.
    Posicionei-me de joelhos atrás dele. Ele continuou sentado. Apoiei minhas mãos sobre seus ombros e encostei meu corpo no dele. Aproximei-se de seu pescoço. Deixei com que ele pudesse sentir minha respiração quente. Comecei a dar beijos leves na nuca. Por hora deixava minha língua em contato com sua pele. Jesse se arrepiava. Fui me abaixando, beijando suas costas. Levantei-me novamente percorrendo a língua pela linha de sua coluna até chegar novamente à nuca. Finalizei com uma leve mordidinha. Ele de contorceu. Voltei para o meu lugar sorrindo.
- Viu o que eu disse sobre você se contorcer?

 

Escrito por My Sexy Dreams às 21h37
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» Truth or dare - by Mrs. Frack «

» PARTE 2 «

    Era a vez dele sortear. Deveria beijar-me por cima da calcinha. Veio em minha direção, colocou as mãos sobre meus joelhos e separou minhas pernas. Aproximou-se do meu rosto sem me tocar e percorreu esse caminho até entre minhas pernas, me fazendo inclinar o tronco para trás e se ajoelhou na minha frente. Jesse passou a língua por cima de minha calcinha, deu uma mordidinha na região do meu clitóris e completou com um beijão. Levantou-se sério e reparou na minha expressão de delírio. Ele mais do que ninguém sabia bem como usar seus atributos para de deixar cheia de tesão.
    Desta vez pedi por verdade. Ele perguntou qual posição me dá mais prazer.
- Quando estou sentada sobre você.
    Mais uma consequência para ele.
- Beijo na orelha. Jesse leu
    Ele sentou-se ao meu lado, segurou-me pelo pescoço e eu inclinei a cabeça para o lado direito. Jesse começou segurando entre seus lábios o lóbulo da minha orelha. Contornou-a com sua língua. Parou por um instante, porém sem se afastar. Só de ouvir sua respiração eu já podia sentir meu corpo se aquecendo mais. Passou a dar mordidinhas de leve e às vezes lambia. Parou mais uma vez e sussurrou em meu ouvido:
- Essa sua brincadeirinha está me deixando louco.
    Foram as palavras que me deram ainda mais ânimo pra continuar. Fiz o sorteio. Eu deveria tocar seu corpo com o meu, enquanto ele deveria permanecer imóvel. Pedi para que ele se levantasse.
    Ambos de pé e eu me posicionei em sua frente, de costas para ele. Percorri minhas mãos por seus braços e entrelacei meus dedos nos dele. Trouxe suas mãos até minha barriga de forma com que ele me abraçasse. Desci-as até minhas coxas e comecei a movimentar meus quadris roçando meu bumbum em sua calça. Ao fazer isso eu sentia seu pênis duro. Tirei suas mãos da minha coxa e me virei de frente para ele. Com meu corpo colado ao seu, um dos meus braços em volta de seu pescoço e minha outra mão apoiada em seu peito e olhando em seus olhos, subi com meu pé por sua perna, deslizando-o como num passo de tango. Subi minha perna até a altura de seu quadril, fiz um pouco de força contra seu corpo e a desci novamente, fazendo o caminho reverso. Dei a volta por ele e me posicionei agora atrás. Abracei-o de forma a parar com minhas mãos espalmadas em seu peitoral. Eu as desci até a altura da calça, arranhando-o de leve com minhas unhas, enquanto mordiscava-o próximo aos ombros. Voltei com minhas mãos até sua cintura e segurando ali o afastei de mim.
- Claire, não sei por mais quanto tempo consigo resistir a toda essa provocação.
     A essa altura pedir por verdade não cabia mais. O que queríamos mesmo era realizar mais e mais consequências.
    Num sorteio Jesse perdeu mais uma peça de roupa. Levantei-me alegrinha para arrancar-lhe a calça. Ele se pôs de pé na minha frente. Parada, olhando em seu rosto, coloquei a mão no cós de sua calça por cima do cinto. Comecei a desabotoá-lo bem devagar. Quando terminei, me virei de costas para ele e encostei meu corpo no seu. Inclinei minha cabeça, apoiando-a em seu ombro e coloquei minhas mãos para trás com o objetivo de abrir o botão de sua calça. Em seguida me virei de frente mais uma vez e fui me abaixando. Conforme ia fazendo, beijava a linha da boca até próximo à calça. Segurei o zíper com os dentes e o abri. Coloquei minhas mãos em seu quadril e puxei a calça para baixo, lentamente. A cada parte de seu corpo que ficava à mostra eu ia beijando. Quando a calça estava à altura do joelho deixei que ela caísse e me levantei novamente. Jesse estava paralisado.    Meu próximo desafio seria de estimular Jesse com carinhos em seu peito. Fiz com que ele deitasse na cama e sentei-me sobre suas pernas. Inclinei-me para frente de forma a me aproximar de seu corpo. Comecei beijando por seu peitoral, dando leves mordidinhas, até chegar enfim em seus mamilos. Um deles era estimulado pela minha mão que acariciava, às vezes esfregava com um pouco mais de força ou beliscava de leve, enquanto o outro recebia a atenção da minha boca. Comecei passando minha língua nele. Em seguida o prendi entre meus lábios e posteriormente com os dentes, porém de forma que não o machucasse.
Era a vez dele me deitar para brincar com minha barriga. Beijou cada centímetro dela, passava a língua bem rente a minha calcinha e às vezes próximo ao meu sutiã. Essas atitudes dele traziam uma sensação diferente, mas eu estava adorando.
    Em seguida minha consequência seria dar um simples beijo, porém tratei para que esse beijo não fosse tão simples assim. Segurei o rosto dele com as duas mãos e olhei-o fixamente por alguns segundos. Comecei com beijinhos em todo seu rosto, menos nos lábios. Parei minha boca perto da bochecha e deslizei meus lábios até encontrar os dele. Desenhei o contorno de sua boca com a ponta da língua. Com meus lábios em contato com os seus o beijei sem usar a língua. Ele tentou colocar a língua na minha boca, então me afastei. Ele olhou para mim confuso. Comecei o beijo de novo. Dessa forma eu o dava prazer, porém sem entregar a ele tudo que ele queria. Mordisquei o suguei seu lábio inferior. Jesse estava entregue a mim e esse era o momento perfeito para explorar cada centímetro de sua boca. Pedi para que ele se sentasse e sentei em seu colo de frente a ele. Movimentei meus quadris como se estivéssemos transando e com minha língua já dentro de sua boca eu repetia o ritmo desses movimentos que eu fazia. Eu variava a profundidade e a intensidade do beijo, gemendo de prazer. Então, comecei a morder os lábios dele, como se quisesse devorá-los. Meu objetivo era de mantê-lo em suspense, sem a menor pista do que eu faria em seguida. Massageei sua língua com a minha e assim coloquei fim ao beijo. Saindo do colo dele, eu disse:
- No momento certo eu concluo esse beijo.
    E mais uma vez ele sorteou uma consequência para me tirar do sério. Sem dúvida nada tinha mexido comigo como aquilo. Uma dança sensual. Jesse pediu para que eu escolhesse a música. Coloquei algo sensual. Poderia dizer até mesmo erótico. A música começou e ao mesmo tempo seu corpo entrou em movimento. Movimentos estes sensuais, enlouquecedores, estonteantes. Eu não tirava os olhos dele um segundo sequer. Jesse dançava na minha frente, me seduzia. Colocava minhas mãos em seu corpo e se esfregava em mim. Por alguns segundos eu perdi a consciência do que ocorria. Meu corpo estava quente e suado. Minha frequência cardíaca completamente alterada, minha respiração ofegante e minha boca seca. Jesse já tinha certeza. Ele não precisava tocar nem um dedo em mim para me enlouquecer.
    Tentando me recuperar do que acabara de me ocorrer, deitei na minha cama de olhos fechados. Ele ria de mim.
- O que foi? perguntei
- Nada.
- Deixe eu voltar a respirar direito que a gente continua a brincadeira.
    Aos poucos fomos perdendo as peças de roupa que nos restavam. Perdi o sutiã, a calcinha e por último me desfiz da perneira, mas não foi de qualquer jeito. Eu estava em pé em sua frente. Disse que ele deveria retirá-la de mim, porém deveria o fazer unicamente com a boca. As mãos não poderiam ajudar. Coloquei um pé sobre a cama de forma com que lhe desse um melhor acesso a peça que ele retiraria. Ele foi puxando-a com os dentes. Eu sentia seus lábios em contato com meu corpo e ver aquela cena me enchia de tesão.
    Avançamos um pouco mais na brincadeira. Papéis novos acrescentados ao jogo e a ordem era “espanhola”. Deitei-me e Jesse ficou sobre mim. Nos posicionamos de forma com que o pênis dele ficasse entre meus seios.  Poucos segundos naquela posição e já foi o suficiente para saber que eu queria mais do que aquilo. Segurei-o e coloquei seu pênis em minha boca. Fiz um oral delicioso nele. Lambi, chupei, alternei velocidades, estimulava-o com minhas mãos ou tentava colocá-lo inteiro na boca. Fiz isso até que ele gozasse. Após isso ele deitou ao meu lado. Foi tempo de respirar, para que voltássemos a nos divertir.
    Optamos por recomeçar com um simples papai e mamãe. Continuei deitada e ele se acomodou entre minhas pernas. Beijou minha boca, desceu pelos meus seios, barriga e seguiu pela minha perna. Ele a ergueu e aproximou-a de seu corpo. Beijou meu pé, panturrilha e desceu pelas minhas coxas. Caprichou no beijo na parte interna delas. Eu o observava, fascinada. Finalmente ele chegou com a boca entre minhas pernas. De início passou a língua de leve e na sequência chupou com uma considerável força. Por alguns minutos me estimulou lambendo meu clitóris. Enquanto o fazia, passa as mãos pelo restante do meu corpo e fazia um pouco de pressão na região da barriga. Eu estava completamente excitada. Percebendo isso ele se ajoelhou na cama, aproximou-se mais de mim e me penetrou. Assim que ele chegou ao orgasmo paramos por alguns minutos e ficamos abraçados.
    Era minha vez de sentar sobre ele, porém dessa vez introduzi seu pênis na minha vagina. Comecei a me movimentar devagar e aos poucos aumentei a velocidade. Enquanto o fazia olhava seu rosto. Seus olhos estavam fechados e ele tinha uma feição de gostar muito do que eu fazia. Por ora apoiava as mãos sobre o colchão e me aproximava de sua boca para beijá-lo, mas isso não era motivo para que eu parasse de me mexer.  Um rápido movimento de vai e vem. Às vezes eu variava rebolando sobre ele. Naquela posição eu conseguia senti-lo totalmente dentro de mim. Além de todo esse prazer que eu já sentia, Jesse me estimulava ainda mais. Segurava meus seios, apertava meu bumbum ou acariciava meu clitóris. A cama começava a ranger com a velocidade dos nossos movimentos. Nosso encaixe era perfeito e era nele que eu encontrava todo o prazer que meu corpo pedia.
    Terminamos aquela noite comendo bolo e conversando sobre nós e sobre o que tinha acabado de acontecer. Sem dúvida aquele presente vai ficar na memória por muitos anos. Porém ainda me pergunto: qual será o pedido que ele fez quando assoprou as velinhas?

Escrito por My Sexy Dreams às 21h35
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Segunda-feira , 14 de Fevereiro de 2011


» The power of candy - by Mrs. Frack «

    Essa história aconteceu há alguns dias entre eu, Cindy e meu namorado Josh. Não fazia muito tempo que estávamos namorando, porém as pretensões dele sempre foram de levar-me a loucura. Até então ele ainda era virgem, nem tanto, porém existia o detalhe de que eu sempre tive aversão ao sexo, mas ele estava decidido a me provar que eu poderia passar a gostar.
Toda mulher sonha com uma primeira vez especial, o que eu não tive, mas Josh estava disposto a me recompensar nisso e me dar muito mais. Apesar de tudo isso, nossa vez foi um pouco louca. Recebi o convite de conhecer a casa dele, que até então eu não conhecia. A família deve havia saído nesse dia e assim fui visitá-lo. Não passava pela minha cabeça o que iria acontecer ali. Ao chegar ficamos na sala ouvindo música e conversando. Por um minuto ele me deixou sozinha.
Josh: Eu já volto, meu amor.
    Quando voltou estava com um sorriso diferente.
Josh: Tenho uma surpresa para você!
Cindy: Para mim? Josh, o que você está aprontando?
Josh: Feche os olhos e venha comigo.
Cindy: Não vou não. Eu tenho até medo das suas surpresas.
Josh: Você vai vir.
    Ele me segurou nos braços e foi me levando pelo apartamento.
Cindy: Me larga! Me põe no chão.
Josh não me ouvia. Parou frente a uma porta e disse:
Josh: Feche os olhos.
    Fechei e ele adentrou ao recinto. Um aroma agradável chegou aos meus sentidos. Josh me deitou em uma cama e recebi a permissão de abrir os olhos. Ele havia decorado o quarto com mensagens de amor para mim. Mal pude acreditar quando vi tudo aquilo. De repente parei e me toquei de uma coisa:
Cindy: Este é o quarto dos seus pais...
Josh: Eu sei disso.
Cindy: Você é louco?
Josh: Por você!
Cindy: Não podemos fazer isso.
Josh: Sim, podemos. Relaxe e aproveite, meu amor.
Cindy: Está tudo tão lindo!
Josh: E é tudo para você.
    Eu teria encontrado o namorado perfeito? Esse era só o começo. Josh sentou-se ao meu lado, na cama e me beijou.
Josh: Vou fazer dessa a sua mais perfeita vez.
    Tocava ao fundo uma música que trazia a nós uma sensação inexplicável. Enquanto ele me beijava, me acariciava delicadamente. Ele fazia com que eu me sentisse única naquele momento. Devagar foi tirando minha blusa e me acariciando na altura da cintura. Eu beijava seu pescoço e isso também mexia com ele. Tirei sua camisa e percorri as mãos por todo seu peito.
Josh: Você tem muito para conhecer hoje.
Cindy: E você também, não é?
    Rimos e ele abriu meu sutiã. Admirou por alguns segundo os meus seios e em seguida tomou-os nas mãos. Josh os massageava suavemente e aproximou a boca de um deles. Começou a chupá-los cada vez com mais vontade, até os deixar levemente doloridos. Soltei um sussurrado gemido e Josh foi tirando minha calça. Passou uma das mãos sobre minha calcinha.
Cindy: Você definitivamente está disposto a me levar a loucura.
Josh: Você ainda não viu nada.
Cindy: Então me mostre.
    Com um movimento ágil ele me colocou sobre si. Eu o olhei nos olhos e depois beijei sua boca. Fiz com que minha língua percorresse seus lábios e mordi de leve o inferior. Fui tirando a calça que usava. Um volume a mais já era notado nem sua cueca.
Josh com uma expressão maliciosa: Gostou do que viu?
Cindy: Ainda não vi nada.
Josh: E não vai ver, por agora. Estou com uma idéia louca na cabeça e doido para experimentar.
Cindy: Está esperando o que?
    Josh me deitou novamente. Colocou uma das mãos dentro da minha calcinha e iniciou um ligeiro movimento, em contato com meu clitóris, até que introduziu dois dos seus dedos em mim. Eu já gemia muito e isso lhe dava mais força para continuar. Enquanto fazia os movimentos, beijava minha boca. Eu arranhava suas costas em um movimento quase involuntário. Gemidos de vários tons saiam da minha boca. Ele sorria e reduziu os movimentos a quase zero, quando notou que eu estava chegando ao orgasmo e essa sensação durou por mais de meio minuto. De olhos fechados eu permanecia imóvel.
Josh: Está com cara de quem gostou.
Cindy suspirando: Só não sei o que essa sua idéia tem de tão diferente.
Josh: Quem disse que acabou?
    Vi que ele colocou na boca uma bala... Halls preto. Aquilo me deixou um pouco desconcertada.
Cindy: O que pretende fazer com isso?
Josh: Te fazer sentir algo que nunca passou pela sua cabeça sentir.
    Senti um frio na barriga e após beber uma água muito gelada que estava em um copo ali do lado, tirou minha calcinha, se acomodou entre minhas pernas, se abaixou e começou a me chupar. Meus olhos voltaram a se fechar no instante em que chegou a mim aquela sensação de frescor. Era enlouquecedor. Josh introduziu com a língua a bala em mim e eu já “tremia” ao sentir aquela coisa gelada em mim.
Josh: Quer que eu te esquente?
    Ele tirou a cueca e enquanto tentava me entreter com os dedos , colocava em si a camisinha.
Josh: Chegou a hora. Está preparada?
    Eu mal conseguia responder. Ele se ajeitou e quando ia penetrar em mim perguntei:
Cindy: Espere! E a bala?
Josh sorrindo: Deixe-a onde está.
    Ele concluiu o ato. Penetrou em mim e eu soltei quase um grito rouco no instante. Por uns segundos ele permaneceu imóvel até que eu me acostumasse com todo aquele volume dentro de mim, mas logo iniciou um movimento do qual sempre alternava a velocidade. O atrito que ocorria dentro de mim esquentava nossos corpos e ao mesmo tempo a bala deixava uma sensação de frio. A excitação crescia com aquele misto de sensações. Eu mordia o travesseiro de tanto prazer que sentia e não conseguia mais segurar. Josh também já gemia em meu ouvido e se mexia cada vez mais rápido. Tirava e colocava aquele seu instrumento de prazer em mim, diversas vezes. A cada vez que ele fazia meus quadris se movimentavam com mais vontade. Ele apertava meus seios, no embalo e chegamos ao orgasmo quase ao mesmo tempo. Josh saiu de cima de mim e me beijou.
Josh: Você é perfeita.
Cindy: Você me faz ser o que eu sou.
Josh: Então... é isso.
Cindy: Como “é isso”? E essa bala?
Josh com uma expressão de safado: Deixa que eu tiro.
    Mais uma vez ele se acomodou entre minhas pernas e introduziu a língua em mim, na tentativa de retirar a bala, porém ela estava bem no fundo e o trabalho foi um pouco difícil e também mais prazeroso. Foram alguns minutos se sucção e penetração daquela língua quente. Eu nunca havia ficado tão molhada. Acabei gozando na boca dele. Já com a bala novamente na boca ele me beijou e deitou ao meu lado. Ficamos por um tempo quietos e quando abri os olhos me deparei com Josh me observando.
Cindy: O que está olhando?
Josh: Estou te admirando, meu amor.
Cindy: Está perdendo seu tempo.
    Josh sorriu e me beijou.
Cindy: Quantas horas? Já devo estar atrasada para voltar para casa.
Josh: Mesmo que esteja...
Cindy: O que?
Josh: Não vou te deixar ir embora agora. Não antes de eu cumprir minha meta.
Cindy: Meta? Do que está falando?
Josh: Que eu não te deixo ir embora antes de eu te fazer ter orgasmos múltiplos.
Cindy: Josh, você está obcecado.
Josh: Não importa.
    Ele veio mais uma vez para cima de mim. Eu o parei.
Cindy: Já que é assim, agora é minha vez.
Josh: De que?
Cindy: De te fazer provar do poder do Halls preto.
    Sentei em cima dele e o beijei. Ele colocou as mãos na minha bunda, mas logo tirou, quando eu comecei a beijá-lo por todo o corpo. Inicialmente o masturbei. Quando ele já estava quase chegando ao orgasmo, parei. Fiquei de quatro sobre ele, olhando-o fixamente dentro daqueles olhos verdes que tanto me encantavam.
Cindy: Eu te amo, Josh!
Josh: Eu também te amo! E você está me deixando louco, nessa posição em cima de mim.
    Sorri, peguei a bala e coloquei na boca.
Cindy: Agora sim você vai ficar louco.
    Mordi a bala, deixando-a em pedaços. Comecei passando a língua por toda a extensão do pênis dele. Passei, bem devagar a língua na glande e olhei para ele.
Josh: Vai ficar me provocando?
    Enquanto consegui fui o penetrando na boca. Aquele frescor já o deixava fora de si. Eu colocava e tirava tudo aquilo da boca. A cada vez que tirava, soprava deixando mais aquela sensação de frio. Josh gemia. Nunca havia pensado em sentir tanto prazer. Eu o chupava como nunca havia feito na vida. Eu esta mais do que decidida a satisfazê-lo. Em poucos minutos, quando vi que ele iria gozar, o tirei da boca. Senti prazer ao vê-lo gozando. Ele tinha uma expressão que me excitava.
Josh: Você é maravilhosa.
Cindy: Por você!
    Deixei Josh descansando um pouco. Fiquei o acariciando por todo esse tempo, sentindo seu corpo e reparando na sua beleza. Em pouco tempo isso reverteu e ele ficou me olhando. Sentei sobre ele e transamos de novo e isso se repetiu por mais algumas vezes. Ao fim dessa maratona estávamos exaustos e ofegantes.
    De repente ouvimos um barulho que vinha da sala.
Josh: Alguém chegou.
    Com um salto ele estava fora da cama e vestiu sua roupa ligeiramente.
Cindy: O que a gente faz?
    Josh arrancou todas as mensagens das paredes embolou tudo e me puxou para debaixo da cama.
Cindy: Josh, você é maluco?
Josh: Fique quieta.
    Vimos por debaixo da cama seus pais entrando no quarto. Nosso coração acelerou.
Pai: Vamos aproveitar que estamos sozinhos em casa.
    Uma peça de roupa feminina caiu no chão.
Mãe: Tranque a porta.
    Josh não estava acreditando no que estava acontecendo. Seus pais logo em cima de nós, transando.
Josh cochichando: Eu acho que vou vomitar.
    Tentei me segurar, mas comecei a rir.
Cindy: Agora você vai ter que aguentar.
    Tivemos que ficar ali presenciando todo aquele ato sexual. Por sorte ao fim daquilo os pais de Josh foram tomar banho e nos deixou o caminho livre para fugirmos dali.
Josh: Imagine se eles tivessem nos visto ali? Ainda não estou me sentindo muito bem.
Cindy rindo: Você me mata de rir. Mas mesmo assim eu adorei nosso dia.
    Josh me levou até em casa. Apesar de todas as confusões nosso dia foi maravilhoso e se repetiu por muitas outras vezes, porém sem mais ser necessário nos esconder debaixo de camas.

Escrito por My Sexy Dreams às 23h01
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Quarta-feira , 02 de Fevereiro de 2011


» Straight to business - by Mrs. Frack «

» PARTE 1 «

    Fantasias todo mundo tem, mas às vezes nem é preciso muito para levar alguém à loucura.
    Meu nome é Cameron, tenho 29 anos e há 2 sou casada com Julian Davis que é três anos mais velho do que eu. Atualmente sou uma trabalhadora autônoma e trabalho em minha própria casa, enquanto meu marido conseguiu um emprego em uma das mais conceituadas empresas da cidade, para minha sorte que tenho tara por executivos vestidos com aquela roupa social.
    Havia sido uma sexta-feira exaustiva para o meu marido. Corri até ele, assim que ouvi a porta sendo destrancada.
Cameron: Oi amor!
    Dei-lhe um beijo rápido e pegando sua pasta e o ajudando a se livrar do terno que vestia, continuei:
Cameron: Como foi no trabalho, hoje?
Julian: Ah! Como sempre: reuniões, contratos... As mesma babaquices de sempre.
Cameron: Está muito cansado?
Julian: Diria eu, morto.
    Ele se jogou no sofá, enquanto fiquei parada ao seu lado.
Julian: Já ia me esquecendo. Amanhã temos um jantar de negócios com meu chefe. Você precisa estar deslumbrante.
Cameron: Farei o possível.
Julian: Que tolice eu disse. Você já é deslumbrante, minha vida!
    Julian me segurou pela cintura e me puxou. Caí deitada sobre ele.
Julian: E seu dia, como foi?
Cameron: Passei a maior parte do dia dando uma arrumadinha na casa. Fiz uma coisa que vai adorar! Sabe o que é?
Julian: Não faço nem idéia.
Cameron: Yakissoba! O que acha? Ah! Seus pais ligaram logo cedo. Virão passar alguns dias conosco na próxima semana.
Julian: Na próxima semana? Mas eu vou precisar fazer uma viagem inadiável. Ah, droga! Vou ligar para eles!
    Alguma manifestação de satisfação pelo que cozinhei para ele já seria de bom grado, mas infelizmente não recebi nada em troca.

Cameron: Se quiser comer está sobre e mesa. Licença. Vou me deitar. Estou com muita dor de cabeça.
    Nenhuma reação, mas apesar disso não posso reclamar de nada. Ele é o tipo de marido que toda mulher gostaria de ter. Carinhoso, gentil, educado, romântico e ninguém poderia dizer que ele não me ama. Nascemos um para o outro.
    Depois que me retirei da sala, tomei uma rápida ducha, me vesti e fui para a cama. Em cinco minutos Julian entrou lá um pouco nervoso.
Julian: Você acredita que eles ao menos quiseram me ouvir? Vieram dizer que dou mais importância ao trabalho do que a eles. Ah! Haja paciência! Eles querem que eu seja demitido? E como vou manter essa casa, você, o nosso filho. Em falar nisso, como vai a gravidez, amor?
Cameron: Como você tem coragem de me perguntar isso? Já faz quase um mês que perdi o bebê...
Julian: Amor, como pude me esquecer disso? Eu sinto muito. Estou tão preocupado com o trabalho, de cabeça cheia que às vezes esqueço das coisas.
Cameron: Julian, você nem ao menos...
Julian interrompendo: Você sabe onde deixei minha toalha?
Cameron: Já está no banheiro.
Julian: Vou tomar banho!
Cameron: Julian, espera!
    Desde quando pisou no quarto, ele ainda não tinha se virado para mim.
Julian: Como você está... linda! Que roupa é essa, amor? Camisola nova?
Cameron: Sim. Ganhei de presente do...
Julian: Aquele amigo de novo? Quando você vai entender que eu não quero te ver falando com ele?
Cameron: Ele...
Julian: Não quero saber. Estou indo...
Cameron: Julian, para! Eu não aguento mais essa sua implicância. Não aguento mais brigar com você.
Julian: Desculpe amor. Prometo que vou parar.
    Corri até ele e o abracei forte.
Cameron: Você não tem mais tempo nem para mim, amor.
Julian: Meu bem, prometo arrumar um tempo para nós. Ai... Me ajude a tirar essa gravata.
Cameron: Eu tenho uma idéia melhor...
    Puxei Julian, pela gravata, até a cama e ele se deitou sobre mim. Nos beijamos apaixonadamente e ele disse:
Julian: Preciso tomar um banho agora.
    Ele estava se levantando e puxei o novamente. Julian caiu na cama e eu sentei sobre suas pernas.
Cameron: Não tão depressa.
Julian: Amor, eu estou todo suado de tanto trabalho.
Cameron: Quem foi que disse que eu me importo? Pare de falar tanto de trabalho!
    Beijei sua boca e seu pescoço. Inclinei, logo após, a cabeça para trás.
Cameron: Esse perfume... Ah! Esse perfume eh afrodisíaco, meu príncipe. Me deixa nas nuvens... Me leva a loucura.
    Julian sorriu.
Cameron: Esse sorriso... Essa boca... Você todo! Nunca podia querer outra pessoa para mim. Além de tudo essa roupa de rapaz sério, comportado. Você fica com um charme todo especial usando isso. Fica tão sensual... Tão sexy!
Julian: Cameron, você andou bebendo?
    Acho que não adiantava eu dizer nada. Julian não me dava nenhuma oportunidade. Levantei-me da cama e fui para a sala.
Julian: Cameron, espere!
    Nem ao menos olhei para trás. Eu já havia ouvido demais por um dia só. Julian entrou na sala.
Julian: Minha Deusa, me desculpe pelo que eu disse. Eu sei que fui um grosso com você. Queria me redimir.
Cameron: Do que adianta, se depois tudo volta a ser como antes?
Julian: Você não era tão sentimental assim. O que houve?
Cameron: O que houve? Você ainda pergunta?
Julian: E onde aprendeu a ser tão safadinha? Você não era assim.
Cameron: Não é sempre que eu fico com tesão. Hoje eu fiquei e... pronto! Você acabou com tudo.
Julian: Oh minha princesa! Me desculpe. Eu não queria fazer isso. Desculpe. Eu pensei que você estava só brincando.
Cameron: Isso! Brincando! Isso não passou de uma brincadeira.
Julian: Me perdoe! Eu não vi que...
Cameron: Esse é o seu problema. Você não vê nada. Agora me dá licença, porque eu vou dormir. E acho bom você não me acordar.
    Fui pisando firme em direção ao quarto.
Julian: Cameron? Cameron?
    Ele fez como eu o disse. Não me incomodou mais e no dia seguinte eu já estava mais calma, porém brava.
Julian: Bom dia, meu amor!
Cameron: Bom dia.
Julian: Por que você está tão fria?
    Olhei para ele e nada disse.
Julian: Você vai comigo ao jantar hoje, não vai?
Cameron: Vou.
    Peguei minha bolsa e saí de casa, sem mais nada a dizer.
    Já eram quase 19 horas quando eu, ainda na rua, ouvi meu celular tocando.
Cameron: O que foi, Julian?
Julian: O jantar está marcado às 20 horas, mas preciso passar no escritório para resolver algumas coisas e...
Cameron: Você quer que eu vá para casa, me arrume e vá sozinha para o restaurante te encontrar lá, como da outra vez?
Julian: É a última vez.
Cameron: Tudo bem, Julian. Estarei lá.
Julian: É no restaurante da...
Cameron: Sim. Sei onde é. Nos vemos depois.
    Fui para casa e me arrumei toda. Apesar da raiva que eu estava, eu queria estar linda para meu marido, fazer com que ele ficasse com orgulho de me ter como esposa. Às 20 em ponto eu entrei no restaurante, e fiquei por uns instantes sentada na recepção. Em menos de cinco minutos eu o vi entrando.
Julian: Me atrasei.
Cameron: Quase nada.
    Ele me beijou e segurou minha mão.
Julian: Vamos entrar. Meu chefe já está nos esperando.
    Fomos até a mesa reservada pelo chefe. Chegando lá ele me apresentou a todos.
Julian: Esses são Mark, Jeremy, Loius, Ronald, suas esposas Samantha, Holly, Shelly e meu chefe, Sr. Derek Owen.
Derek: Muito prazer senhorita...
Cameron: Cameron. O prazer é todo meu, Sr. Owen.
Derek: Me chame de Derek, por favor.
    Sentamos à mesa e fiquei de frente para o chefe de meu marido. Durante todo o jantar percebi que ele olhava muito para mim. Julian já começava a ficar incomodado com tal situação e quis ser indiscreto de propósito.
Julian: Por que sua esposa não veio, Sr. Owen?
Cameron: Julian? Olha os modos.
Julian: Foi só uma pergunta.
Derek: Tudo bem. Estamos nos divorciando.
    Ele sorriu para mim. Derek tinha uma imagem muito distinta da maioria dos chefes. Era jovem. Não parecia ter mais do que trinta ou trinta e cinco anos. Seus pais eram donos da empresa e o colocaram como o presidente. Sua aparência chamava minha atenção. Cabelos castanhos e lisos e grandes olhos marrons. Num certo momento senti a perna dele encostada na minha, por debaixo da mesa. Respirei fundo e tentei parecer o mais natural possível. Julian não disfarçava mais o ciúmes e levantou nervoso da mesa.
Julian: Está na hora de irmos Cameron.
Derek: Acalme-se Julian. Sua esposa nem ao menos terminou a sobremesa.
Julian: Está bem tarde. Já passou da hora de estarmos na cama.
    Envergonhada me levantei.
Julian: Boa noite para todos vocês.
    Ele saiu me puxando. Olhei para trás e disse:
Cameron: Boa noite. E desculpem-me por isso.
    Dentro do carro era possível ver a raiva nos olhos de Julian.
Julian: Você pensa que sou idiota, Cameron? Você estava se jogando para cima do meu chefe. O que está pretendendo com isso? Provar que é uma mulher que pode ser desejada ou só provar que é uma vagabunda?
Cameron: Não fale desse jeito comigo. Está com ciúmes porque seu chefe olhou para mim? Pelo menos alguém olhou pra mim, porque você foi incapaz de fazer isso.
Julian: Do que está falando?
Cameron: OLHA PRA MIM?
Julian: Sim. Estou olhando. O que tem?
Cameron: É a primeira vez que você olha para mim desde a hora que chegou. Antes você me elogiava, me agradava, mas desde que entrou nessa droga de empresa parece ter esquecido que existo.
    Seguimos calados até chegar em casa. Lá fui direto tomar um banho. Eu precisava esfriar a cabeça. Quando voltei para o quarto vi que Julian não estava lá. Fui até a sala e o vi dormindo no sofá. Pensei:
Cameron: Melhor assim. Ao menos as discussões acabaram por hoje.
    Voltei para o quarto e dormi. Na manhã seguinte acordei mais cedo que Julian, arrumei a mesa de café da manhã como de costume, peguei minha bolsa e saí de cara. Eu queria evitar ter que olhar para a cara dele. Na certa ele não agradou de não me ver ali quando acordou.
    No meio da tarde passei em casa para tomar um banho e depois voltei para a rua. Saí com algumas amigas. Eu precisava de qualquer motivo que fosse para não estar em casa.
    Em um bar elas começaram a falar de homens. Éramos cinco mulheres, Tina, Kate, Julia, Anne e eu, as três primeiras solteiras e Anne e eu casadas. Kate disse:
Kate: Meninas, olhem aquele homem entrando no bar. Que Deus grego!
Tina: Kate, você não tem jeito mesmo. Pois saiba que agora eu sou uma mulher séria. James vai me pedir em casamento no fim de semana.
    Parabenizamos Tina. Ela estava muito feliz. Anne completou:
Anne: Você vai adorar o casamento, Tina. Esse tempo que estou com Christian tem sim os melhores da minha vida. Um marido carinhoso, dedicado. Acredita que um dia ele me ligou no meio da tarde só para perguntar como eu estava e dizer que estava com saudade e me ama?
    Permaneci em silêncio. Aquele não era um assunto do qual eu gostaria de conversar. Levantei-me.
Cameron: Meninas, chegou a minha hora. Julian já deve ter chegado em casa.
Julia: Hum... Está louquinha para ficar com o maridão, não é?
Cameron: É sim, Anne. Com certeza. Boa noite para vocês.
    Fui para casa. Chegando lá tentei abrir a porta, mas a chave não rodava.
Cameron: Não acredito que o Julian esqueceu a chave virada de novo. Que raiva que tenho quando ele faz isso.
    Comecei a apertar a campainha sem parar.
Cameron: Abra logo essa porta, Julian.
    Bati nela por algumas vezes, até que ouvi o barulho dele rodando a chave.
Cameron: Até que enfim. Você sabe que eu...
Julian: Boa noite, minha linda!

Escrito por My Sexy Dreams às 19h26
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» Straight to business - by Mrs. Frack «

» PARTE 2 «

    Olhei séria para ele.
Julian: Eu estava sentindo sua falta. Preparei algo para nós.
    Ele saiu da minha frente dando passagem para eu entrar em casa. Vi a mesa de jantar posta.
Cameron: O que é isso, Julian?
Julian: É um pedido de desculpas, meu anjo. Sei que não fui legal com você nesses últimos tempos. Eu queria me redimir com você. Janta comigo essa noite?
    Julian estava sendo extremamente carinhoso. Após o jantar me pegou no colo e me levou até nossa cama. Ele me beijou e se deitou ao meu lado. Começou a me acariciar e eu devagar ia desabotoando cada um dos botões de sua camisa.
Julian: Quero que essa noite seja a mais especial, meu amor.
    Nos beijamos novamente e fui passando as mãos pelo seu peito, até que o celular dele começou a tocar.
Julian: É meu chefe, amor. Preciso atender.
    Ele saiu do quarto e quando voltou me viu sentada na cama. Disse:
Julian: Tenho que ir correndo para a empresa. Meu chefe está precisando de mim urgentemente.
    Vendo minha cara de desgosto continuou dizendo:
Julian: O que foi?
Cameron: Por que você não se casa de uma vez com seu chefe?
Julian: Não fale desse jeito.
Cameron: Estou cansada, sabia?
Julian: Cansada de quê?
Cameron: De quê? De você por seu trabalho a frente de tudo.
Julian: Não quero brigar com você de novo. Vou à empresa. Não sei que horas volto.
    Julian se vestiu e saiu. Eu estava muito brava. Aquela tinha sido a gota d’água para mim.
    Passaram alguns dias. Passei a tratar Julian bem, porém sem muito entusiasmo. Se ele queria se dedicar tanto ao trabalho, que o fizesse. Eu cuidaria da minha vida.
    Certo dia Julian esqueceu alguns documentos em casa e pediu para que eu os levasse até a empresa. Eu o fiz. Chegando lá cumprimentei sua secretária e entrei no seu escritório. Ele estava me esperando.
Julian: Oi meu amor. Muito obrigado por trazer esses papéis.
Cameron: Não foi nada.
    Ele me deu um beijo no rosto e disse:
Julian: Preciso ir ao sétimo andar entregar esses papéis ao gerente de finanças. Você me espera aqui?
Cameron: Sim.
Julian: Não demoro.
    Julian saiu às pressas e continuei ali em seu escritório. Dois minutos depois seu chefe entrou ali.
Derek: Julian, eu preciso... Oh! Sinto muito Sra. Davis. Pensei que Julian estava aqui. A secretária não está ali fora.
Cameron: Senhora? Me senti uma velha agora. E pra que tanto formalismo? Pode me chamar de Cameron. Como vai, Derek?
Derek: Estou melhor agora. Aceita alguma coisa para beber?
Cameron: Hum... Mais tarde talvez.
    Ele entendeu o recado que lhe passei.
Derek: Um vinho está bom para você?
Cameron: Excelente.
    Derek sorriu e nesse momento Julian entrou ali.
Julian: Voltei, meu amor. Sr. Owen? Deseja alguma coisa?
Derek: Sim Julian. Preciso de um favor seu.
Julian: Claro, senhor. O que precisa?
Derek: Chegou hoje a tarde uns alemães na cidade. Preciso que se reúna com eles em um jantar de negócios para tratar sobre aquele novo projeto. Não poderei ir, pois tenho muitas coisas para fazer ainda hoje. Ficarei até mais tarde no escritório.
    Derek olhou para mim. Abaixei a cabeça um pouco sem graça.
Julian: Sim senhor. Sem problemas. A que horas é o jantar?
Derek: Às 20 horas. Não se atrase.
Julian: Não me atrasarei. Vou para casa tomar um banho e irei para lá.
Derek: O restaurante é o mesmo da última reunião.
Julian: Certo. Boa noite Sr. Owen. Vamos, meu amor?
Cameron: Sim. Boa noite, Sr. Owen.
Derek: Boa noite Srta. Davis.
    Em casa Julian tomou um banho, se trocou e foi para o restaurante. Falou que eu não devia esperá-lo acordada. Estrangeiros costumavam pedir para acompanhá-los numa noite, quando vinham ao país. Assim que ele saiu corri para o banho. Era o momento de eu me arrumar.
    Eu estava pronta. Peguei um táxi e fui para a empresa. Chegando lá anunciei minha chegada pelo interfone. Derek estava a minha espera. Àquela hora da noite todos da empresa já haviam ido embora. Entrei no elevador e no espelho retoquei a maquiagem. Eram mais alguns minutos e eu chegaria à sala do chefe.
    Caminhei segura de mim até a o escritório de Derek. Bati à porta e ele veio abrir.
Derek: Olá Cameron!
Cameron: Sr. Owen...
Derek: Me chame de Derek.
Cameron: Prefiro chamá-lo de Sr. Owen. Essa formalidade me agrada.
Derek: Como queira. Aceita uma taça de vinho?
    Sorri. Ele disse:
Derek: Esse vinho está delicioso. A propósito, já te disse o quanto está linda?
Cameron: Não disse.
Derek: Está esplêndida.
Derek se aproximou de mim e segurando-me pela cintura me abraçou.
Cameron: Um lugar como esse me traz pensamentos...
Derek: Que tipo de pensamentos?
    Afastei-me dele e caminhei pelo seu escritório reparado em detalhes:
Cameron: Pensamentos impuros.
    Derek sentou-se no sofá e eu fui até ele, devagar segurando a taça em uma das mãos. Sentei-me em seu colo de frente para ele.
Cameron: Acho que uma situação como essa, o vinho, nós dois sozinhos nesse escritório, você tão bonito, cheiroso e sexy...
    Ele começou a sussurrar palavras obscenas ao pé do ouvido. Isso me deixava com um tesão como nunca havia acontecido.
Cameron: Oh Sr. Owen. Essa voz sedutora...
    Beijando seu pescoço tirei seu terno e a gravata que ele usava eu coloquei em meu pescoço. Conforme eu ia desabotoando os botões de sua camisa, ia beijando seu peito que ficava à mostra.
Cameron: Desejo-te, Sr. Owen. Esse seu olhar me enfeitiça e me deixa com vontade de...
    Fui beijada vorazmente. Com a mão em minhas costas, ele abriu lentamente o zíper do meu vestido que foi ao chão quando me levantei. Aproximei-me da mesa e sentei na beirada. Derek me olhava deslumbrado. Ver meu corpo o deixava excitado e eu sabia disso. Fui passando as mãos pelo meu corpo enquanto ele, ainda sério, me olhava. Coloquei uma das mãos por dentro da minha calcinha e comecei a me masturbar. Derek ficou por alguns instantes me olhando e depois se levantou, trancou a porta, tirou minha mão da calcinha e colocou dois dos meus dedos em sua boca. Depois foi deslizando a língua pelos meus seios e barriga, enquanto tirava minha calcinha. Se ajoelhou frente a mim, beijou entre minhas coxas e com sua língua me fez sentir ainda mais prazer. Apoiei minhas mãos na mesa e inclinei meu corpo um pouco para trás. Depois de um tempo puxei-o para cima e beijei sua boca.
Cameron: Há muito tempo eu não sentia tanto prazer.
Derek: Esse é só o começo.
    Ele disse isso enquanto jogava no chão tudo o que estava sobre a mesa. Deitou-me ali e continuou a fazer como antes. Eu me contorcia, gemia alto e isso fazia ele continuar com mais voracidade. Nesse momento eu já havia perdido a maioria dos meus sentidos. Já não lembrava nem que eu era mais.
    Senti que Derek parou. Quando olhei para ele vi que estava parado olhando para mim. Sentei-me novamente e perguntei:
Cameron: Não quer mais?
Derek: Sim, eu quero muito, mas é tão bom te observar.
    Levantei-me e tirei sua calça, enquanto o olhava nos olhos. Comecei a estimulá-lo e em seguida abaixei-me e o chupei. Ele fechou os olhos e se calou, por pouco tempo, pois já não conseguia mais conter os gemidos. Isso me deixava excitada. Derek pôs as mãos em meus seios e os massageou com vontade. Em alguns minutos chegou ao orgasmo. Puxou-me pela gravata, jogou-me na mesa e se aproximou. Eu estava meio deitada quando ele penetrou em mim. Derek começou a se movimentar e sentei-me na mesa tendo-o entre minhas pernas. Abracei-o e nos beijamos com fervor. Isso era apenas o começo do que estava para acontecer. A cada minutos que passava ele se movimentava mais rápido e quanto mais eu o sentia dentro de mim, mais desejo eu tinha.  Meus gemidos já se misturavam aos meus gritos que Derek tentava abafar com sua boca. O chefe do meu marido, o homem que sabia como me deixar louca como ninguém, sabia como se mexer. Percebi que aquela roupa de executivo sexy que ele antes usava me deixava muito excitada.
    Juntos atingimos o ponto mais alto do sexo e fomos na sequência para o sofá, onde nos sentamos um ao lado do outro. Mais uma vez comecei a estimulá-lo e enquanto sentia prazer, Derek tinha a boca entreaberta e frequentemente virava os olhos. Às vezes eu podia ouvir seus escassos gemidos, porém sinceros. Com dificuldade ele pediu para que eu me sentasse sobre ele. Eu o fiz. Fazíamos agora um movimento muito excitante e prazeroso. Eu nunca havia sentindo algo tão bom como nesse dia. Tudo estava sendo especial e Derek estava totalmente dedicado a mim. Exausta deitei-me ao seu lado.
Cameron: Eu não agüento mais.
Derek: Você acabou comigo.
Cameron: Acho que essa foi a melhor noite da minha vida.
Derek: Definitivamente.
Cameron: Preciso ir pra casa. Já é quase uma da manhã.
Derek: Vou chamar um táxi para você.
    Comecei a vestir minha roupa, enquanto Derek fazia a ligação.
Derek: Ele chegará dentro de uns quinze minutos. Acho que temos mais um tempinho.
    Olhei para Derek e ele veio em minha direção. Puxou meu corpo contra o dele e me levou até sua mesa. Sentou-me nela e pediu.
Derek: Como quer o desfecho dessa noite?
    Coloquei-me de quatro sobre a mesa.
Derek: Era assim que eu queria te ver.
    Ele se ajoelhou na mesa e se posicionou atrás de mim. Foram mais alguns momentos de prazer, gemidos, afagos. Eu não podia querer mais nada.
    Passaram-se os quinze minutos. Era hora de descer. Terminei de me arrumar, beijei Derek no canto da boca e disse:
Cameron: Nos vemos.
    Ele piscou para mim e eu fui embora.
    Em casa cheguei minutos antes de Julian. Eu havia acabado de deitar na cama quando ele entrou no quarto.
Julian: Ainda acordada, meu amor?
Cameron: Sim. Eu quis te esperar.
    Julian começou a se desfazer da roupa enquanto falava.
Julian: Foi exaustiva a noite com aqueles alemães, mas no fim conseguimos assinar um contrato excelente. E como foi sua noite?
Fiquei calada por um instante e depois disse:
Cameron: Nada grandioso aconteceu. Passei a noite lendo um bom livro.
    Julian deitou na cama ao meu lado, me abraçou e deu uns beijinhos no meu pescoço.
Julian: Você está tão cheirosa! O que acha de namorarmos um pouquinho?
    Me entreguei ao meu marido e depois fomos dormir. Ele havia me achado o máximo.
    Com o passar dos dias, Sr. Owen o promoveu e esse novo cargo exige que ele realize diversas viagens durante o mês. Se eu reclamo disso? Claro que não e por isso nossas brigas diminuem a cada dia. Estou até me envolvendo mais com seu trabalho. Nos dias em que ele viaja, eu faço questão de não perder uma reunião sequer da presidência. De fato, quando se vai direto ao assunto de negócios é possível obter muitos lucros.

Escrito por My Sexy Dreams às 19h25
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Domingo , 23 de Janeiro de 2011


» The Call « - by Mrs. Frack

» PARTE 1 «

    Deixe-me contar uma história sobre uma ligação que mudou meu destino.  Eu estava em casa sozinha assistindo a um filme na TV, quando o telefone tocou.
- Alô?
- Oi, sou eu... como você está querida? Me desculpe, mas eu vou chegar tarde hoje, então não fique acordada me esperando, ok?
- Quem está falando?
- Alicia, não é você.
- Não.
- Então me desculpe. Devo ter discado errado.
    Era apenas engano. Voltei para o sofá  para continuar a assistir o filme e nesse momento o telefone tocou mais uma vez.
- Alô?
- Oi, sou eu de novo.
- Discou errado mais uma vez?
- Não exatamente. Dessa vez foi de propósito.
- De propósito?
- Sim. Dessa vez quero ao menos saber seu nome.
- Porque eu diria meu nome a você? Não te conheço. Vou desligar o telefone. Isso aqui está muito estranho.
- Não desligue. Não quero te assustar. Só quero saber seu nome.
- Não vou dizer meu nome. Não sei se isso é um trote.
- Porque alguém ligaria duas vezes para o mesmo número para passar trote? Bastaria uma, não acha?
- Certo. Você pode me chamar pelo nome que quiser. Não direi o meu.
    Nesse momento pensei seriamente em desligar o telefone e voltar a assistir o filme, porém aquela voz curiosa me despertou um interesse em continuar aquela conversa para saber até onde ela chegaria, afinal, o que eu poderia perder?
- Então quer dizer que você é uma mulher misteriosa?
- Sei ser assim.
- Pois também não te direi meu nome. Iremos nos conhecer sem sabermos o nome um do outro.
- Iremos nos conhecer?
- Você não quer?
    Como disse, eu não tinha nada a perder então eu queria sim continuar a conversar com ele para saber onde aquela conversa me levaria.
- Quantos anos você tem? – perguntei.
- Tenho 26 anos. E você? Não me diga. Pela voz não deve ser mais do que 19 ou 20 anos.
- Tenho 18.
- Hum... Novinha.
- Meus pais acabaram de chegar. Preciso desligar.
- Espere um instante.
- O que é?
- Posso voltar a te ligar amanhã?
- Amanhã?
- Sim. Nessa mesma hora eu te ligo, mas você precisa atender. Não sei por qual nome eu pediria para te chamar.
- Atenderei.
- Um beijo, linda. Adorei falar com você.
    Um pouco sem reação desliguei o telefone. O estranho foi que continuei pensando nesse rapaz durante o resto da noite. A voz dele continuava nos meus pensamentos. Cada palavra daqueles minutos ficou na minha memória. Mesmo que não pudesse admitir eu estava ansiosa pela próxima ligação.
    No dia seguinte eu estava contando os minutos esperando pela ligação. Por volta das 17 horas o telefone tocaria. Ele nem ao menos atrasou. Às 17 horas em ponto escutei o telefone tocando. Saí como uma louca correndo pela casa.
- Alô?
- Olá linda! Sou eu. Como está?
- Estou muito bem. E como você está?
- Estou bem melhor agora conversando com você. Como foi seu dia?
- Não fiz muitas coisas. Estou de férias e... Espere! Eu não preciso te contar nada.
- Calma mocinha. Foi só uma pergunta. Vou te contar sobre o meu dia...
    Ele me contou todo o seu dia. Pedi para que ele falasse um pouco dele. Aí soube que ele é casado e aquela ligação errada para mim seria para sua esposa.
- Minha esposa não estava em casa. Não estamos muito bem e por isso ela foi fazer uma viagem. Mas vamos mudar de assunto. O que fará essa noite?
- Não devo fazer nada. Por que a pergunta?
- Hoje vai ter um festival de música onde vou trabalhar.
- Em que você trabalha?
- Sou músico.
- Que interessante. Jamais imaginaria algo assim.
- É verdade. Enfim, minha banda fará um show hoje e, claro, você está convidada.
- E você propõe que nos encontremos lá?
- Não. Não te encontrarei. Você terá que, de longe, descobrir quem sou.
- Mas como saberei? Serão muitas bandas.
- Tocaremos uma música que me lembra você e serei o único da banda que estará a sua procura pela platéia.
- Por qual motivo você quer tanto me conhecer?
- Gostei muito de conversar com você, mesmo que tenha sido pouco. Eu me pergunto se você iria mesmo a um festival de música e ficar prestando a atenção na letra de cada uma das bandas, até encontrar alguma que encaixe para aí poder descobrir quem sou.
- Eu não tenho certeza se irei. É mais provável que não vá, pois minhas amigas estão fora da cidade e não me agrada muito ir a qualquer tipo de evento, desacompanhada.
- Espero que apareça. Bom, preciso desligar agora. Vou encontrar com a banda para o último ensaio. Amanhã na mesma hora eu te ligo para saber se você foi ao festival.
    Passei um tempo pensando se eu iria ou não nesse festival, mas fui. Eu não tinha nada a perder com isso e o fato de saber que alguém tocaria uma música pensando em mim já me dava mais ânimo. O local estava muito cheio e resolvi ficar quieta em um canto onde dava para ver bem o palco, porém não houve nenhuma música que remetesse a minha história com aquele homem misterioso. Minto. Ouve uma, mas eram uns garotinhos que fazem cover dos BackStreet Boys que tocaram “The Call”. Não deviam ter mais do que quatorze ou quinze anos. Definitivamente não era essa a banda que eu procurava. Saí dali meio cabisbaixa me perguntando o motivo daquela decepção. Era apenas a banda de um homem casado que eu não conhecia, mas que naquele momento eu já desejava conhecer. Eu sentia um interesse inexplicável. Havia algo na voz dele que me fazia querer ouvi-lo por muitas vezes mais. Algo que me fazia arrepiar. Uma coisa que eu nunca havia sentido em toda a minha vida.
    Passaram alguns dias onde era tudo igual. Às 17 horas em ponto meu telefone tocava e era ele pronto para de contar coisas e perguntar muitas outras. Eu não queria acreditar naquilo, mas já sentia uma atração muito forte por aquele sujeito e a noite em minha cama eu ficava com mil pensamentos sobre como ele era fisicamente, como era sua forma de andar, gesticular, criando na minha cabeça uma pessoa que seria ele. Não era fácil conseguir pensar em uma pessoa da qual eu não sabia nem um detalhe. Imaginei seu beijo. Eu me sentia como uma louca me imaginando beijar alguém que eu não sabia como era, mas eu tinha certeza que era ele quem eu queria conhecer, porque ele era diferente das demais pessoas que conheci até aquele dia. Até a forma que ele tinha de falar “alô” era diferente de qualquer outra. Eu sentia um tom diferente, um jeito sedutor e ímpar. Era aquela a melhor hora do meu dia. Em todas as manhãs eu acordava e passava o dia contando as horas. A ansiedade era demais. Um dia sem ouvir a voz dele não seria completo, porém esse dia incompleto chegou. O que eu faria no resto daquele dia sem conversar com ele? Não consegui pensar em outra coisa. Passaram-se um, dois, três dias e nada de ele me ligar. Eu já estava me conformando: ele não me ligaria mais. No quarto dia, porém naquela mesma hora o telefone tocou.
- Alô? É você, linda?
- Sou eu.
- Como você está?
- Preocupada. Você passou dias sem me ligar.
- Sinto muito. Precisei viajar. Fui buscar minha esposa na casa da mãe dela. Finalmente nós dois nos entendemos. Estamos até pensando em ter um filho. Não seria legal?
    Eu estava sem reação. Enquanto eu sonhava ter aquele homem, ele estava se reconciliando com a esposa e pensando em filhos. Fiquei por alguns segundos em silêncio.
- Linda, você ainda está aí?
- Sim, estou.
- Conte-me o que você fez nesses dias em que estive sumido?
- Não fiz nada.
- E aquele filme que te recomendei para ver. Você assistiu?
- Sim.
- Gostou?
- Sim.
- Linda, está mesmo tudo bem com você? Estou te achando estranha e...
- Estou bem. Vou desligar. Outro dia conversamos.
    Sim, eu estava chateada, com raiva e morrendo de ciúmes de pensar que ele estava bem com a esposa. Mas o que eu poderia fazer? Tentei não pensar mais nele, mas isso era impossível. Mesmo estando com o casamento em ordem mais uma vez, ele não deixava de me ligar. Tudo era como antes. Todo dia naquele mesmo horário o telefone tocava e eu toda sorridente corria para atendê-lo. Certo dia ele disse:
- Sonhei com você essa noite. Infelizmente não pude ver seu rosto, mas tenho certeza que era você.
- O que sonhou?
- Acho melhor não te contar.
- Por quê?
- Você pode pensar que sou um conquistador barato ou até mesmo um tarado.
- Você sonhou que estava transando comigo?
- Sinto muito linda. Não posso controlar meus sonhos.
- Ninguém sonha coisas assim por acaso. Para ter tido um sonho assim, provavelmente você já tinha pensado em mim dessa forma.
    Ouvi uma risadinha. Ele também pensava em mim.
- Deixe sua esposa descobrir que está tendo sonhos eróticos com outra mulher...
- Minha esposa? Ainda hoje nós brigamos mais uma vez, mas com a diferença que dessa vez não terá mais volta.
    Confesso que nesse momento minha vontade era de sair correndo pela casa gritando de felicidade, mas me contive.
- Sinto muito.
- Não sinta. Eu me livrei de um peso. Agora estou solteiro novamente e não preciso mais pôr barreiras no meu pensamento. Posso pensar em você e ter outros vários sonhos eróticos.
- Então me conte como foi esse sonho.
- Tudo bem. Vamos lá. Estávamos acho que em um flat. Provavelmente para onde irei em algumas horas, já que ainda não tirei minhas coisas de casa. Enfim... Você estava na janela. Eu via que o vento batia em seus cabelos. Aproximei-me de você e encostei meu corpo no seu. Senti que você respirou fundo. Com uma das mãos coloquei seu cabelo para o lado, aproximei meu rosto do seu ombro e senti um cheiro incomparável. Não era possível que aquele perfume tivesse o mesmo cheiro na pele de outra pessoa. Não resisti e beijei seu pescoço. Vi que você se arrepiou quando fiz isso. Segurei uma de suas mãos e a levei até o meu rosto e depois a coloquei em volta do meu pescoço. Minha outra mão estava na sua cintura. Você inclinou sua cabeça para trás e isso foi o mais perto que consegui chegar de ver sua face. Fechei meus olhos e a beijei. Esse beijo foi tão intenso que quase consegui senti-lo de verdade. Abaixei uma das alças do seu vestido e beijei seu ombro e desci até o braço... Linda? Você ainda está aí?
- Estou ouvindo.
- Quer que eu continue? Se quiser eu paro.
- Por favor, não. Quero que continue.
- Certo. Onde parei? Ah, sim. Abri o zíper nas suas costas e deixei com que sua roupa caísse. Você permaneceu de costas enquanto minha mão já percorria seu corpo sem pudor. Acariciei seus seios. Eram firmes e seus mamilos estavam endurecidos. Você estava tão excitada quanto eu. No momento em que tirei minha camisa, nossa respiração começava a ficar mais ofegante. Eu ficava ainda mais louco de sentir sua pele em contato com a minha. Você colocou ambas as mãos para trás e desabotoou minha calça. Ajudei a tirá-la e quando o fiz comecei a te beijar mais uma vez e durante esse beijo você se virou pra mim. Enquanto me beijava tateava todo o meu corpo. Peito, abdômen, braços... Ficou um pouco mais ousada e apalpou minha bunda. Quando adquiriu mais confiança segurou firme no meu pênis, primeiro fora da cueca e depois por dentro. Não deixava de me beijar um minuto sequer. Você colocou seus braços em volta do meu pescoço e eu segurei você um pouco mais forte pela cintura. Você colocou suas pernas em torno do meu quadril e te levei até a cama. Deitei você e devagar, beijando e acariciando todo o seu corpo, tirei sua calcinha, logo depois minha cueca. Deitei sobre você e nós transamos da forma mais simples possível. Eu ouvia você gemendo e pedindo por mais. Pode ter sido só um sonho, mas você me deixou louco.
- Acabou?
- Sim, acabou. Não gostou?
- Gostei sim. Eu apenas não esperava por tantos detalhes que... Deixa pra lá.
- Não. Diga.
- Seu sonho não foi apenas sexo. Pelo que você contou houve sentimento.
- Sim, houve muito sentimento. Não sou do tipo de homem que transa com uma mulher pelo prazer. O prazer e o sentimento precisam estar juntos. Se nós transamos no meu sonho foi porque eu gostava de você. Enfim, está na minha hora. Ainda tenho que passar em casa para pegar minhas coisas e procurar um flat. Até amanhã, minha linda.
    Minha linda. Era tudo que eu precisava ouvir. E frisando o “minha”. Ele gostava de mim. Não era possível negar aquilo. Eu não era a única no mundo capaz de pensar e idealizar coisas ao lado de uma pessoa que eu não conhecia. Ele também era capaz de fazer a mesma coisa e sendo eu a pessoa desconhecida. Estávamos completamente envolvidos e isso estava me deixando extremamente feliz. No dia seguinte como era de costume o telefone tocou.
- Boa tarde, minha linda.
    Ele falou “minha” mais uma vez.
- Olá! Como você está?
- Melhor conversando com você agora. E você, como está?
- Estou bem. Teve mais sonhos comigo?
- Infelizmente não, mas pensei muito em nós dois.
    Nós dois... já existia um “nós dois”.
- Eu também pensei.
- E você não teve sonhos comigo? Só eu mesmo que sou capaz de sonhar com alguém que eu nunca vi?
- Não sonhei, mas preciso te confessar uma coisa. Enquanto você me contava seu sonho ontem eu fiquei muito excitada e me masturbei com o desenrolar da história.
- Está falando sério?
- Por qual outro motivo eu estaria tão calada enquanto você me contava?
- Você conseguiu atingir o orgasmo?
- Não. Precisei parar antes. Havia pessoas chegando em casa e eu estava deitada no sofá da sala.
- E onde você está agora?
- Estou no meu quarto, deitada na minha cama.
- E como está vestida? Eu estou de camisa social e calça jeans.
- Estou de short e camiseta. Por que está me perguntando isso?
- O que você acha de fazermos uma brincadeirinha?

Escrito por My Sexy Dreams às 14h12
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» PARTE 2 «

   Ele me propôs fazer sexo por telefone.
- Nunca brinquei disso. Não sei nem por onde começar.
- Imagine que estou sentado ao seu lado agora. O que você faria? Me conte.
- Eu seguraria você pela camisa e te puxaria para deitar comigo. Beijaria sua boca, enquanto acariciaria seu rosto.
- Sim, esse é um bom começo. Após beijá-la na boca eu beijo seu queixo e dou uma mordiscada, beijo seu pescoço e desço um pouco mais. Tiro sua camiseta e passeio por seus seios com minha língua, vendo seu corpo se arrepiando. Desço até sua barriga e chego até a altura do short onde passo a língua bem de leve, enquanto abro o botão e o zíper e a tiro do seu corpo te deixando apenas de calcinha. Eu a tiro em seguida, mas bem devagar para não estragar o momento. Beijo seus pés enquanto te olho nos olhos e faço todo o carinho que você merece. Mordisco a parte intera das suas coxas desde a altura do joelho, lambendo e dando pequenos chupões, mas o faço bem de leve, por que por enquanto não quero te deixar marcas. O que você está fazendo?
- Eu fecho meus olhos com seus atos. Passo minhas mãos em seus cabelos e te guio pelo caminho entre minhas pernas.
- Começo a lamber entre suas pernas e você começa a dar os primeiros gemidos.
    Soltei um gemido baixo no telefone. Eu conseguia imaginar a cena e aquilo me dava prazer. Desci uma das mãos até minha vagina e comecei a me agradar. Definitivamente eu queria muito mais daquela história.
- A cada vez que você passa sua língua no meu clitóris eu arrepio e quando você faz seus movimentos cada vez mais intensos meu corpo se contorce e eu seguro forte no travesseiro. Sinto vontade de gritar, mas me calo quando vejo que você olha para mim enquanto me leva a loucura. Já não consigo manter meus olhos abertos. Minha respiração se torna mais ofegante a cada momento e sinto minha boca seca. Em um segundo eu já sinto como se não detivesse mais o controle do meu corpo. Sou tomada por um calor e um prazer imenso que é impossível de explicar.
    É certo que ele já percebia minha dificuldade de falar. Enquanto eu criava aquela historinha com ele eu quase atingi o orgasmo. Por saber disso ele continuou a história.
- Continuei te lambendo e te chupando com mais força. Faço isso até que você atinja o orgasmo. Mas eu não quero te dar nem um tempo para respirar. Beijo sua boca e coloco meu pênis dentro de você. Ouço mais um gemido saindo da sua boca. Começo a me movimentar e vejo que você está de olhos fechados. Movimento-me mais rápido e você pede por mais. Ainda me movimentando coloco uma das mãos na sua vagina e vou te agradando. Você não quer que eu pare. Geme muito, quase grita. Eu também faço muito esforço para me segurar. Sinto muito prazer transando com você. Uma sensação única toma conta do meu corpo. Seu corpo todo se contrai e eu não consigo mais segurar. Junto a mim você chega ao orgasmo mais uma vez. Estamos suados. Você está imóvel quando saio de dentro de você. Deito ao seu lado e te abraço. Sua respiração ainda está muito rápida e seus batimentos cardíacos acelerados. Posso senti-los só de abraçá-la.
    Eu não podia descrever o que estava sentindo. Ele sabia as palavras certas para usar. Ele me seduzia de uma maneira maluca. Mesmo que eu não quisesse, ele sabia o que dizer para me fazer acreditar que eu precisava dele.
- O que sentiu linda?
- Você sabe o que senti. E você, se tocou?
- Com certeza, porém ainda me acho estranho por me masturbar pensando em alguém que eu nunca vi.
- Eu também me sinto assim.
- Você quer repetir essa conversa mais vezes?
- Quero muitas outras vezes.
- Amanhã nos falamos na mesma hora. Um beijo, linda.
        Por mais várias vezes sentimos prazer nessas brincadeiras por telefone. Eu estava me apaixonando por ele e não era muito difícil de saber que ele sentia o mesmo por mim.
    Certo dia esperei pela ligação dele, mas ele não ligou. Eu não sabia o porque. Dias e noites se passaram. Por algum tempo esperei que aquele pesadelo chegasse ao fim. Ele me fazia tanta falta, pois já fazia parte da minha vida. Chegou um dia em que eu já não mais acreditava. Não digo que não esperava pela ligação, mas não acreditava mais que ele ligaria. Foi um tempo de muito sofrimento para mim. A cada dia eu pedia para que tudo voltasse ao normal. Eu não queria mais esperar por ele. Eu cheguei a ponto de passar dois dias inteiros, sentada em frente ao telefone. Havia virado uma obsessão. Sempre que o telefone tocava eu corria para atender. Não era ele. Nos últimos tempos todos os meus dias foram iguais. Meu coração quase saía pela boca quando o ouvia tocar. Eu agora sabia que ele não estava sentindo por mim o mesmo que eu sentia por ele.
    Com um passar do tempo fui me desprendendo aos poucos daquela situação. Evitava pensar e para isso procurava por mil coisas para me distrair. Viajei com as amigas, acampei, fui a festas, cinema, parques. Era tudo muito divertido, mas quanto o silêncio chegava era dele que eu me lembrava.
    Passaram-se pouco mais de dois meses. Eu estava em casa com algumas amigas fazendo uma festinha quando o telefone tocou. Fechei meus olhos, mas não me direcionei a ele. Uma amiga correu para atender.
- Alô? Com quem você quer falar?
    Minha amiga desligou o telefone.
- O que foi Sylvia? – perguntei.
- Não sei. Era um homem. Ele desligou quando perguntei com quem queria falar.
- Como sabe que era um homem? O que ele disse?
- Disse apenas “linda, é você?”.
    Era ele. Só podia ser ele. Meu coração estava disparado como nunca. Rezei para que o telefone tocasse mais uma vez e assim aconteceu. Corri para atender.
- Alô? Sou eu!
- Filha? Tudo bem por ai?
    Do outro lado da linha era apenas minha mãe.
- Sim mãe, está tudo bem.
    Fiz dessa a ligação mais curta da minha vida. Eu não podia deixar o telefone ocupado, pois eu sabia que ele me ligaria de novo. O resto do dia se passou e não recebi mais nenhuma ligação. No dia seguinte não foi diferente, porém no terceiro dia ouvi o telefone tocando. Eu não estava mais tão esperançosa, mas fui atender.
- Alô?
- Linda, é você?
    Sim, ele havia me ligado.
- Sou eu.
    Ouvi um suspiro vindo do telefone.
- Escute meu bem. Apenas escute. Não diga nada.
    Ele suspirou mais uma vez.
- Você deve estar muito brava comigo por eu ter sumido. Foram muitas as coisas que ocorreram na minha vida nesses dois meses. Na noite do mesmo dia que conversamos pela última vez eu estava em casa e recebi uma ligação. Era de um hospital falando que minha mulher estava no CTI. Havia sofrido um acidente de carro. Pediram para que eu fosse até lá. Ela estava muito machucada. Graças a Deus ela melhorou rápido, mas eu soube que ela perdeu um filho meu que estava esperando, no acidente. Ela não havia me contado que estava grávida. Eu tive que contar para ela sobre o aborto. Ela chorou muito e eu fiquei com ela durante esse tempo. No decorrer desses dias que nos aproximamos, conversamos bastante e resolvemos tentar mais uma vez. Estou te ligando apenas para dizer que não deve esperar por mim. A partir de hoje eu não ligarei mais para você, mas foi ótimo ter te conhecido. Você foi uma parte importante da minha vida, mas agora é hora de eu me desligar de você. Espero que você fique bem. Torço por sua felicidade. Beijos.
    Eu não tive nenhuma reação para falar nada. Quando ouvi que ele havia desligado o telefone eu continuei imóvel. Não era possível que toda essa espera tenha sido em vão, mas pelo menos agora eu não precisava mais esperá-lo. Não precisava mendigar uma ligação. Chegou ao fim aquela história. Eu devia estar feliz, afinal eu poderia voltar a viver minha vida normal de antes sem sonhar com o desconhecido, mas eu não sabia bem o que estava sentindo. Era uma mistura de sensações que me confundiam.
    Durante um mês inteiro eu fui voltando aos poucos à vidinha pacata a qual eu estava acostumada. As férias haviam acabado e as aulas serviam de distração.
    Eu havia passado uma tarde de sexta-feira estudando na biblioteca. Cheguei em casa exausta e me joguei no sofá.
- Quero dormir pelo resto do dia. – falei comigo mesma.
    O telefone tocou. Meu coração não disparava mais a cada toque do telefone. Calmamente atendi.
- Alô?
- Sou eu.
    Um silêncio tomou conta de mim e de todo o ambiente. Minha respiração em um segundo ficou ofegante. Eu não podia crer no que estava acontecendo.
- Pegue papel e caneta, por favor.
    Abri minha mochila, peguei uma caneta e abri meu caderno.
- Pegou?
- Sim.
- Anote o que eu te disser.
    Ele me ditou um endereço e eu anotei. Ele continuou:
- Hoje às vinte horas estarei nesse endereço. Só apareça lá se ainda pensar em mim. Se não for, eu apenas entenderei que você seguiu sua vida e que já não faço mais parte dela. Faça o que seu coração mandar. Estarei lá.
    Por mais uma vez ele desligou o telefone sem que eu dissesse nada. Não que eu tivesse o que dizer. Eu estava sem saber como reagir. Fechei meus olhos. Eu precisava ouvir meu coração e ele mandou que eu me arrumasse e fosse ao encontro daquele homem. Era o dia de eu decidir minha vida.
    Por volta das 19h40 saí de casa a caminho do endereço que não era muito distante da minha casa. Peguei um táxi e em menos de 15 minutos cheguei ao destino.  Era um prédio um tanto luxuoso. Provavelmente era ali o tal flat em que ele havia se hospedado naqueles tempos. Foi preciso que eu me identificasse antes de subir até o andar em que ele me esperava.
    Ao sair do elevador me deparei com um extenso corredor com muitas portas, porém eu pude ver que no fim dele havia uma que estava aberta. Fui caminhando a passos lentos. O barulho do meu salto em contato com o piso ecoava pelo corredor. Eu sentia minhas mãos tremendo. Estava muito nervosa. Não sabia o que encontraria quando chegasse em frente àquela porta.
    Chegando ali me deparei com uma mesa de jantar posta com duas velas acesas e rosas vermelhas enfeitando em um bonito arranjo. Mais ao fundo pude ver um homem em pé próximo à janela. Uma leve brisa entrava no ambiente. De certo ele pode sentir minha presença ali, mas em momento algum demonstrou reação para se virar de frente a mim. Dei apenas dois passos para entrar ali, respirei fundo e disse:
- Estou aqui.
    Ainda sem se mover ele disse:
- Eu sei. Sabia que viria.
- Como sabia?
- Não fui somente eu quem demonstrou sentimento nas palavras ditas ao telefone. Eu tive medo que você não viesse, mas no fundo eu senti que viria. Por tantas vezes tentei imaginar sua forma, seu rosto e agora que posso saber como você é, sinto medo de me virar.
- Estou te esperando.
    De olhos fechados ele se virou em direção a mim. Eu me encantei ao vê-lo. Ele era um homem moreno, alto, de olhos escuros e cabelos curtos. Ao abrir os olhos sorriu para mim. O sorriso mais belo. Deu alguns passos se aproximando de mim, acariciou meu rosto e disse:
- Qualquer palavra que pode ser dita é incapaz de descrever tanta beleza reunida em um só corpo. Você é exatamente como te imaginei. Existe um poema de Tadeu C. Lustosa que  diz tudo que eu queria te dizer agora: “Seus olhos, jóias raras, parecem pérolas negras que iluminam o mar. Brilham mais que as estrelas e a lua em noite cheia. Lábios com traços perfeitos. Mostram o caminho, despertam desejos. Pele morena da cor do pecado. Cabelos com fios longos de tom negro. Ao tocá-los sinto como se fosse seda. Completa sua beleza. Poderia passar toda eternidade tentando descrever. Quem sabe jamais saberia dizer. Beleza externa que me fez me apaixonar, mas sua beleza interna que me faz te amar. És tão simples e bela. Que na natureza seria uma flor e eu só queria ser um beija-flor para passar toda a vida me alimentando de todo seu amor.”
    Nada que eu dissesse ali seria válido depois do que eu acabara de ouvir. Preferi permanecer em silêncio. Olhei em seus olhos. Ele estava bem próximo de mim e me envolveu em um beijo delicado. Seus braços contornavam meu corpo suavemente e eu não queria sair dali.
    Depois desse beijo intenso ele me convidou para jantar. Segurando minhas mãos ele me levou até a mesa e puxou a cadeira para que eu me sentasse. Um cavalheiro à moda antiga. Falávamos pouco durante o jantar e eu admirava a elegância e a beleza daquele homem. Milhões de perguntas iam surgindo em meus pensamentos, porém eu era incapaz de dizê-las. Nada poderia estragar aquele momento. Nosso jantar era acompanhado de uma trilha sonora muito bem escolhida.
    Ao fim do jantar sentamos no sofá da sala. Ele nos trouxe uma taça de vinho. Passou o braço pelas minhas costas e ficou abraçado a mim.
- Linda, é tão bom estar aqui com você. Como eu sonhei com esse dia!
- Eu também passei cada dia desejando que esse chegasse, mas não aguento mais de curiosidade. Me fale seu nome. Eu já estou cansada de não saber como chamá-lo.
    Ele deu uma gostosa gargalhada.
- É verdade, nós ainda não sabemos o nome um do outro. Acho que acostumei tanto a te chamar de “linda” que não senti tanta falta de não saber. Mas como queira. Meu nome é Edwin. E o seu?
- Tracey.
    Edwin pegou a taça de vinho das minhas mãos e colocou ambas sobre a mesa de centro. Colocou meus cabelos para trás e acariciou minha orelha esquerda. Seu toque suave próximo ao meu pescoço me fez arrepiar.
- Espero que seja de seu agrado a noite que preparei para nós dois, Tracey.
- Tudo está maravilhoso.
- Esse foi só o começo. Quero que você se sinta como uma princesa. Farei o possível para que até o fim da noite você possa sentir que me ama.
    Ele queria meu amor e cuidava dos mínimos detalhes para conquistá-lo.
    Ficamos por mais um tempo no sofá namorando e o que começou com singelos beijinhos na boca se tornou algo mais sensual. Sua mão segurava forte minha cintura e seus lábios acariciavam meu pescoço e minhas orelhas. Seu hálito quente me deixava excitada e eu arrepiava com seus movimentos. Minhas mãos que antes estavam nas minhas pernas agora já passeavam pelas costas dele, peito e coxas. Eu estava ansiosa pelo que viria e não estava com muita paciência para esperar. Tentei tirar a camisa dele. Edwin deixou, mas quanto tentei o mesmo com a calça ele me impediu.
- Para que tanta pressa, minha princesa? Ainda tenho algumas surpresas para você.

Escrito por My Sexy Dreams às 14h11
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» PARTE 3 «

    Por mais uma vez ele me segurou pelas mãos e me guiou até seu quarto. Eu não imaginava que seu empenho seria tamanho. O quarto estava todo enfeitado com velas e com pétalas de rosas, pelo chão e na cama. O sonho de toda mulher. Fui levada até o banheiro. Lá estava tão enfeitado quanto o quarto, com pétalas de rosas inclusive sobre a espuma da banheira que estava preparada para um delicioso banho. Ali perto estava uma garrafa de champanhe num balde de gelo com duas taças.
    Eu estava profundamente encantada com tudo que vi e ao olhar para Edwin vi que ele estava parado olhando para mim com um sorriso perfeito.
- Que tal um banho, minha linda?
    Retribui com o mesmo sorriso. Ele me deu um abraço firme acompanhado de um beijo. Nesse momento eu estava usando um vestido preto e ele estava apenas de calça social preta. Durante o beijo retirou delicadamente meu vestido. Fiz o mesmo com sua calça. Edwin pediu que eu sentasse um pouco. O fiz e ele desabotoou minhas sandálias e as tirou dos meus pés. Beijou-me nos pés até a altura do joelho. Piscou para mim, se levantou e depois me ajudou a levantar. Ele me abraçou novamente, tirou meu sutiã e depois desceu um pouco minha calcinha e deixou que ela caísse aos meus pés. Em momento algum ele tirava seus olhos dos meus. Ele segurou minha mão até a banheira e entrei antes dele. Edwin serviu as duas taças de champanhe e colocou mais próximo à banheira. Tirou sua cueca e caminhou em minha direção, entrou na banheira e sentou-se ao meu lado. Nos abraçamos e ele me beijou novamente.
    Suas mãos que inicialmente estavam em minhas costas desceram até minha cintura e em seguida pararam nas minhas coxas. Era minha vez de puxá-lo pra perto de mim e o beijar. Da boca desci para o queixo e pescoço. Por vezes eu parava e bebia um pouco do champanhe para molhar a boca. Mordi sua orelha e ele ouvia minha respiração ofegante. Fui mais ousada e desci minha mão pelo peito e barriga dele até chegar àquele ponto de prazer. Edwin estava muito duro. Comecei a masturbá-lo. Ele me puxou para perto de tal forma que eu sentasse sobre suas pernas de frente para ele, as minhas pernas permanecessem abertas dando um fácil acesso para que ele pudesse me masturbar ao mesmo tempo e fosse possível ainda nos beijarmos. Eu inclinava a cabeça para trás e rangia os dentes. O prazer que ele me dava praticamente me fazia parar com os movimentos da minha mão. Ele penetrava dois dedos em mim e com um terceiro massageava meu clitóris. Eu segurava para não gemer. Queria ser discreta, talvez até indiferente, mas era prazer demais e eu não aguentei um minuto sequer de silêncio.
- Seus gemidos me dão ainda mais prazer, linda. Não vou aguentar por mais muito tempo. Senta aqui em cima de mim, vem? Vamos fazer da melhor forma, bem gostoso.
    Sentei sobre ele e senti cada centímetro de seu pênis entrando em mim. De início os movimentos eram lentos e suaves. Nos beijáva-mos ou ficávamos nos encarando... olhos nos olhos. De fato ele chegou rápido ao orgasmo.
- Vamos para a cama – ele disse – quero te dar todo o prazer que eu for capaz.
    Saí antes dele da banheira e me sequei. Edwin ficou me olhando.
- Gostosa!
    Vesti um roupão e fui para o quarto esperá-lo. Ele veio logo atrás de mim trajando apenas uma cueca boxer branquinha.
- Já estou sentindo falta da sua boca.
    Ele deu dois passos em minha direção e eu fui até ele, coloquei meu corpo contra o dele, o empurrei até a parede, segurei-o pela nuca e dei-lhe um beijo de forma que não lhe permitia reação. Meu corpo fazia uma grande pressão contra o dele. Edwin estava mais uma vez muito excitado. Um beijo. Era o suficiente para acender um fogo inexplicável entre nós. Com minhas mãos na bunda dele me abaixei um pouco e lambi seu peito. Mordi de leve seus mamilos e às vezes fazia rápidos movimentos com a língua nele. Isso excitava Edwin. Parti em direção àquela região tão desejada por mim, fazendo escala em diversos locais do corpo dele. Puxei um pouco sua cueca para baixo e segurei seu pênis com minhas duas mãos. Fiz um boquete incrível nele. Eu começava lambendo a glande, depois toda sua extensão. Tentava enfiá-lo inteiro na boca, dava beijinho, batia-o de deve nos meus lábios e língua. Por vezes até lambia suas bolas, mas eu não queria que ele gozasse nesse momento. Parei e me levantei ficando de frente a ele. Tirei o roupão e joguei-o para o lado. Mais uma vez prendi Edwin num beijo, mas dessa vez o fiz com mais voracidade. Ele se virou e me colocou contra a parede. Levantou minha perna esquerda até a altura de seu quadril e chegou seu corpo ainda mais perto do meu. Eu podia sentir seu pênis ereto roçando entre minhas pernas. Eu usava minha perna para não deixá-lo se afastar de mim. Ele acariciava todo meu corpo, mas concentrou seus lábios nos meus seios. Chupava um e depois o outro. Eu arranhava suas costas com minhas unhas. Ele se arrepiava. Quanto mais prazer eu sentia mais força colocava nas minhas garras.
    Abaixei minha perna e Edwin me virou de costas e fez com que eu colocasse ambas as mãos na parede como se fosse me fazer uma revista. Segurou minhas mãos ali, por alguns segundos me prensando contra a parede. Colocou meus cabelos de lado e chupou meu pescoço enquanto colocou uma das mãos em meus seios e a outra na minha vagina e começou a me masturbar. Eu me contorcia ao sentir o dedo dele entrando e saindo de mim. Pude sentir seu pênis fazendo pressão contra minha bunda. Eu me movimentava com a pretensão de roçar nele. Isso fazia ele gemer.
    Quando eu estava quase chegando ao orgasmo ele parou de me masturbar e se afastou um pouco de mim. Olhei para trás e ele pediu para que eu abrisse as pernas e apoiasse um dos pés na poltrona que tinha ali do lado. Obedeci. Ele se ajoelhou no chão e lambeu minha bundinha. Encaixou a cabeça entre minhas pernas e lambeu toda minha vagina. Chupava meu clitóris e às vezes enfiava toda sua língua quente em mim. Meus gemidos se misturavam aos meus gritos. Eu não conseguia vê-lo. Continuei com uma das mãos apoiada na parede e com a outra fiquei me estimulando, beliscando meus mamilos. Minhas pernas já não estavam mais mantendo meu peso. Senti que elas bambearam e eu segurei na poltrona para me sustentar. Me senti como nunca havia sentido na vida. Várias sensações tomaram conta do meu corpo. Cheguei ao orgasmo e ele sentiu meu gosto em sua boca.
    Edwin se levantou e eu continuei naquela posição tentando respirar fundo. Ele me pegou no colo e me carregou até a cama onde me deitou e logo depois se deitou ao meu lado.
    Estávamos exaustos e pegamos no sono por alguns minutos. Acordei um pouco antes dele. Levantei da cama e fui buscar algo para beber. Começou a tocar uma música que adoro. Voltei para o quarto cantarolando:
- “Baby for all it's worth. I swear I'll be the first to blow your mind. Now if you're ready, come and get me. I'll give you that hot, sweet, sexy lovin'”.
    Vi que ele estava sentado na cama e riu da música.
- Essa música merecia uma coreografia, Tracey.
    Dei um sorriso malicioso. Subi na cama e fiquei em pé por cima dele. Dancei sensualmente o provocando. Eu estava novamente vestindo minha lingerie enquanto ele estava deitado ali nu. Eu dançava olhando pra ele. Em poucos segundos ele estava completamente excitado e louquinho para me comer. Fui rebolando até embaixo. Ele se aproveitou disso, segurou meu braço e me puxou para cima dele.
- “I got you breaking into a sweat. Got you hot, bothered and wet. You nasty boy, nasty naughty boy”.
    Eu estava de quatro sobre ele. Aproximei-me de sua boca e mordi seu lábio inferior. Naquela posição eu continuei rebolando. Edwin colocou ambas as mãos na minha bunda.
- Você está me deixando louco.
    Ele saiu debaixo de mim e pediu para que eu continuasse na mesma posição.
- É dessa forma que eu te quero agora.
    Ajoelhado na cama ele colocou minha calcinha para o lado e penetrou em mim. Eu, com as mãos apoiadas na cama, me virava para trás para ver sua expressão de prazer. Ele olhava fixamente para minha bunda enquanto me segurava pela cintura e puxava meu corpo contra o dele. Às vezes ele me dava tapinhas. Os movimentos eram sincronizados. Ele entrava e saía de mim muito rápido. Por vezes me puxava com força e nossos corpos faziam barulhos do impacto de quando se encontravam. Meus seios se sacudiam na mesma velocidade. Edwin colocou uma das mãos dentro da minha calcinha e me estimulava ao mesmo tempo. Era um prazer indescritível o que eu sentia. Eu queria gritar. Se eu o fizesse certamente acordaria todos os vizinhos, mas eu não me importava. Eu queria que todos soubessem o prazer que eu estava sentindo com aquele homem atrás de mim e me invejassem Aquela era a melhor noite de prazer da minha vida.
    Trocamos de posição. Começamos um papai-e-mamãe bem gostoso que com ele foi uma das melhores escolhas. Entrelacei as pernas em volta do corpo de Edwin e ele continuou a se mover firme e com força. Depois pegou minha perna e a levantou o quanto pode. Isso deu a ele mais vontade de continuar. Edwin chegou ao orgasmo. Gozou tanto que eu me senti o máximo de ser a causadora disso. Logo depois deitamos para descansar. Estávamos exaustos.
- Essa noite foi perfeita. – falei olhando para Edwin.
    Eu estava deitada de barriga para baixo e sentia Edwin acariciando todo o meu corpo suavemente. Começou a beijar meu corpo. Cada centímetro dele, começando do meu pescoço e indo até a ponta do meu pé. Voltou a se deitar ao meu lado e me abraçou. Ele estava muito próximo de mim. Eu podia sentir sua respiração quente na minha pele.
- Edwin?
- O que foi, linda?
- Acho que já sinto que te amo.
    Edwin nada disse. Continuamos abraçados e pegamos no sono até o amanhecer.
    No dia seguinte fui surpreendida com um maravilhoso café da manhã. Foi só nesse momento que pudemos conversar melhor sobre nossa situação. Edwin ainda estava casado, mas por ter guardado um sentimento por mim resolveu se arriscar. Se esse sentimento fosse recíproco ele abriria mão de tudo e viveria esse amor ao meu lado. Caso contrário tentaria reacender o fogo da paixão no seu casamento.
    Tivemos várias noites loucas, realizamos fantasias e conheci melhor os fetiches daquele homem maravilhoso. Nosso relacionamento dura até os dias de hoje e o melhor... com aquele mesmo desejo e sedução do primeiro dia.

Escrito por My Sexy Dreams às 14h10
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Quinta-feira , 20 de Janeiro de 2011


» EM BREVE «

The Call

Você está sozinha em casa e de repente recebe uma ligação que muda sua vida...

Não percam!

Escrito por My Sexy Dreams às 17h47
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Terça-feira , 18 de Janeiro de 2011


» With or without friend « - by Mrs. Frack

» PARTE 2 «

    Era um sábado à tarde e Lewis reuniu alguns amigos no quintal de sua casa para fazer um churrasco com cerveja e jogar poker. Por pensar que iam apenas homens à festa, Henry resolveu aparecer, porém eu cheguei um pouco antes dele. Ele ficou muito sem graça ao me ver ali. Não sabia como reagir.
    O churrasco estava muito animado. Muita cerveja, carne e música boa. Apareceram depois mais algumas meninas a convite de outro amigo de Lewis. Eu ficava no meu canto bebendo, às vezes junto do meu namorado e em outras horas à distância.
    Em certo momento Lewis havia ido jogar poker. Fiquei sentada num banco do lado de fora observando Henry cuidando da churrasqueira. Começou a tocar a música Fugidinha de Michel Teló: “Tô morrendo de vontade de te agarrar. Não sei quanto tempo mais vou suportar. Mas pra gente se encontrar ninguém pode saber. Já pensei e sei o que devo fazer. O jeito é dá uma fugidinha com você...” Nada mais apropriado para o momento. Caminhei até Henry. Ele abaixou a cabeça fingindo não estar me vendo. Falei:
- Olá Henry! Você nem me cumprimentou hoje.
- Não tinha te visto Wendy.
    Cínico.
- Aproveita que estamos todos nesse churrasco num grau muito elevado de alcoolismo e vamos dar uma fugidinha daqui?
- Wendy, não faça isso.
- Você quer, eu quero. Venha. Encontro você no quarto de Lewis.
    Subi. Eu tinha certeza de que ele viria e eu não estava enganada. Dois minutos depois que entrei, ele chegou.
- Não sei o que vim fazer aqui.
- Você veio fazer o que tiver vontade de você. Diga, Henry, o que você está com vontade de fazer.
    Ele me segurou forte pela cintura e puxou meu corpo para perto do dele. Beijou minha boca como se quisesse tirar todo o meu fôlego. Enquanto me beijava tirou a camisa. Henry me encostou na porta e me pressionava contra ela enquanto descia suas mãos da minha cintura até minhas coxas. Beijava meu pescoço, colocava uma mão debaixo da minha blusa, nas costas e levantava minha perna até seu quadril, apertando forte minha coxa e bunda. Arranquei a blusa do meu corpo e fiquei de sutiã e short. Henry afastou-se um pouco de mim e olhou bem para meu corpo. O volume na bermuda dele já era notável. Segurou-me pelos cabelos e pediu que eu me ajoelhasse. Eu sabia o que ele queria. Enquanto me abaixava, fui deslizando minhas mãos pelo peito e barriga dele. Abri a bermuda dele e a puxei para baixo. Passei minha língua de leve por cima da cueca dele, enquanto olhava seu rosto. Ele olhava para mim sério. Desci a cueca dele e segurei seu pau. Eu o masturbei por alguns segundos e depois contornei a cabeça do pau dele com a língua. Fui o colocando na boca aos poucos e com as mãos, ajudando no movimento. Ele ainda me segurava pelos cabelos e assim foi me conduzindo da maneira como queria. Por algumas vezes fez com que eu colocasse todo seu pau dentro da boca. Eu o chupava com intensidade. Henry fechava os olhos. Às vezes inclinava a cabeça para trás e saía alguns ruídos de sua boca que permanecia entreaberta. Em outras olhava fixamente para mim. Quando ele foi gozar, tirei seu pau de minha boca. Caiu um pouco da sua porra em meu corpo e escorreu entre meus seios. Ele ficou olhando. Levantei-me e disse:
- Henry,  Henry. Você tomou distância de mim por causa do seu amigo esse tempo todo. Quanto tempo perdemos...
 - Eu sempre te desejei Wendy. Desde o dia que ele te apresentou como sua namorada. Por várias vezes me masturbei pensando em você. Você era aquilo que eu desejava, mas não estava ao meu alcance.
- Você é muito safadinho, hein? Desejando a mulher do amigo...
- Sim, eu sou. Agora eu quero ver o quanto você é safadinha.
    Dei um sorriso malicioso, coloquei um das minhas mãos em seu peito e o empurrei até a cama. Ele se deitou e ficou me olhando. Dali dava pra ouvir a música que tocava no quintal. Comecei a dançar. Henry não perdia nenhum movimento das minhas mãos que acariciavam meu corpo enquanto eu dançava. Parei uma das mãos logo acima da altura do meu short. Cada botão aberto era acompanhado de um rebolado sensual. Ele delirava. Deixei o short cair e o joguei para o lado. Virei de costas e tirei meu sutiã. Ainda nessa posição tirei minha calcinha.
- Você é uma delícia! – sussurrou Henry – Mas não consigo mais esperar. Venha pra cá.
    Virei-me de frente para ele e caminhei até a cama. Ajoelhei nela e fiquei por cima de Henry que estava entre minhas pernas. Aproximei-me de seu rosto e passei minha língua em seus lábios. Ele tentou me beijar, porém me afastei.
- Quietinho, meu bem. – eu disse.
     Lambi seus lábios por mais algumas vezes até que o prendi em um beijo sedutor. Henry apertava meus seios um contra o outro e por vezes beliscava de leve meus mamilos. Aquilo me dava muito prazer. Sentei sobre sua barriga e ele disse:
- Deixa eu sentir seu gosto.
    Levantei-me de sua barriga e continuei ajoelhada no colchão. Ele se abaixou um pouco e encaixou sua cabeça entre minhas pernas. Lambeu minha vagina e continuou me agradando passando a língua depressa no meu clitóris, às vezes dando leve mordidas ou chupando com intensidade. Quando parava com esses movimentos introduzia a língua dentro de mim. Eu me contorcia ao sentir aquela língua quente em mim. Eu já estava me segurando para não gritar e Henry se empenhava cada vez mais no que estava fazendo. Por um segundo senti todo meu corpo se arrepiar e a mistura de sensações que eu sentia fez com que eu gemesse alto. Cheguei ao clímax naquele instante.
Saí de cima de Henry e deitei na cama ao seu lado.
- Está cansadinha?
- Um pouco.
- Deixe para descansar depois. Não temos tempo a perder.
    Ele veio para cima de mim e me beijou. Depois disse:
- Você sabe onde Lewis guarda as camisinhas?
- Terceira gaveta.
    Henry piscou para mim e levantou para pegar. Voltou com um pacotinho na mão.
- Coloque pra mim. Você sabe?
    Peguei a camisinha de sua mão, abri a embalagem e a coloquei entre meus lábios.
- O que vai fazer? – ele me olhou espantado.
    Aproximei-me do pau dele e fui colocando a camisinha nele usando a boca, ao invés da mão. Ele soltou um gemido de delírio por não esperar por aquilo.
- Vem. – eu disse.
    Henry se deitou sobre meu corpo e colocou seu pau todinho em mim. Eu estava completamente excitada. Eu sentia como se meu clitóris estivesse pulsando. A excitação dele não era diferente da minha. Nos movimentamos ora devagar, ora rápido. Minha voz rouca pedia por mais. Ele atendia ao meu pedido. Ficamos naquela posição por alguns minutos, até que ele se sentou e pediu para que eu sentasse em seu colo. Dessa maneira fui penetrada mais uma vez. Essa posição me dava ainda mais prazer. Eu inclinava minha cabeça para trás e fechava meus olhos só sentindo meu corpo roçando no dele. Enquanto fazia isso ele beijava meu pescoço, lambia meus seios.
    Quando eu estava quase chegando ao orgasmo ouvi o barulho da porta se abrindo. Virei-me para trás para ver. No mesmo momento cheguei ao clímax e meus olhos embaçaram. Vi que alguém havia chegado à porta, mas não consegui ver quem era. O prazer foi tão grande que desisti de ver e aproveitei o momento. Ele atingiu o orgasmo logo depois de mim. Quando nos recuperamos olhei para trás novamente e vi a porta entreaberta.
- Henry, alguém nos viu. – disse saindo de cima dele.
- O quê?
- Não sei quem foi, mas alguém entrou aqui.
- Vamos nos trocar e descer rápido.
    Quando chegamos ao andar de baixo vi minha sogra sentada no sofá da sala. Ela me chamou.
- Wendy? Venha até aqui.
    Henry voltou para o quintal e fui até ela. Pediu para que eu me sentasse.
- O que houve? – perguntei com uma expressão desconfiada.
- Você pode me explicar o que foi aquilo que eu vi acontecendo no quarto do meu filho?
    Ela havia visto e não existia nada que eu pudesse falar para me explicar.
- Saia da minha casa imediatamente e leve Henry com você.
    Fiz o que foi ordenado por ela. Desde então não conversei mais com Lewis. Com certeza ele soube do ocorrido e não procurou mais por Henry também.
    Há alguns dias iniciei um novo namoro, mas às vezes ainda marco de encontrar com Henry. Até cheguei a pensar em namorar com ele, mas sei que não daríamos certo. Temos pensamentos e costumes muito diferentes, mas nossa sintonia na cama... Entre quatro paredes eu me recuso abrir mão dele.

Escrito por My Sexy Dreams às 21h17
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» With or without friend « - by Mrs. Frack

» PARTE 1 «

    É fato que a maioria dos homens sentem tesão por nossas amigas gostosas. Posso dizer sem dúvida que a recíproca é completamente verdadeira. Namoro há um ano e meio com um cara bem legal, o Lewis. Temos uma relação bastante estável e bem resolvida, tanto no sentido afetivo quanto no sexual, porém houve vezes em que me senti atraída por outras pessoas. Acho é uma coisa muito normal que acontece em relacionamentos de longa duração, mas o que faz com que esse fato tenha mais importância é porque se trata do melhor amigo do meu namorado. Seu nome é Henry. Ele é um cara loiro, de olhos verdes, alto, sarado, com as características exatas que um homem precisa ter para me atrair. Conheci Henry ainda nos primeiros meses do meu namoro. Saíamos juntos eu,  Lewis, Henry, sua namorada da época. Nesses tempos  eu não tinha nenhuma atração a mais por Henry. Eu o achava muito bonito, porém não passou disso. Essa atração fatal só ocorreu de uns tempos para cá, depois que ele terminou o namoro e se aproximou um pouco de mim pedindo conselhos para tentar se acertar com ela. Eu só não tinha certeza se eu queria mesmo se ele se acertasse. Lewis nunca desconfiou que pudesse ocorrer algum interesse entre eu e Henry, mas foi o que aconteceu, pelo menos por minha parte.
    Num certo dia saímos apenas nós três para um bar. Henry estava sentado de frente para mim enquanto conversávamos. Entre uma cerveja e outra nossos olhares se cruzavam. Lewis levantou para ir ao banheiro. Fiquei sozinha com seu amigo conversando.
- Wendy, olhe aquela garota a sua direita. O que acha dela?
- Ela é bonita, mas por que a pergunta?
- Estou pensando em chegar nela. O que acha?
    Senti ciúmes naquele momento, confesso.
- Não acho uma boa idéia.
- Por quê?
- Tenho certeza que você é capaz de consegui coisa melhor.
- O que seria melhor?
    Não resisti e fui bem direta. Coloquei minha mão sobre a dele que estava na mesa.
- Eu.
    Ele me olhou espantado. Nesse momento tirei minha mão da dele. Lewis estava voltando.
- Que tal pedirmos algumas doses? – disse.
- O que sugere? – perguntou Henry.
- Catuaba.
- Amor, cala a boca, vai...
- É sério.
- Não posso beber algo assim. Nessa noite vou dormir sozinho. – riu Henry.
- Não vai arrumar ninguém nessa noite? Olha aquela loirinha ali à direita? – apontou Lewis.
    Henry olhou para ela, para mim e respondeu:
- Eu consigo coisa melhor.
- Ih, esse não é o amigo que eu conheci. Esnobando um mulherão daquele?
    Aquilo era o que eu precisava ouvir. No dia seguinte não acreditei no que havia feito. De fato o álcool havia sido o responsável por aquelas minhas palavras. Em outra situação eu não teria tamanha coragem. Senti vergonha. Com que cara olharia Henry mais uma vez?
    Passados alguns dias, eu estava na casa de Lewis e ele me disse:
- Henry virá assistir filmes com nós dois.
- O Henry?
- Sim. Ele já deve estar chegando.
    A campainha tocou.
- Não falei?
    Ele entrou e olhou para mim um pouco sem graça.
- Oi Wendy! Tudo bem?
- Sim.
    Começamos a assistir ao filme. Eu estava deitada num sofá com Lewis e Henry estava no outro parecendo um pouco incomodado. Eu o olhava. Ele retribuía o olhar. Numa parte mais calma do filme Lewis pediu:
- Meu bem, faça mais pipoca pra gente?
- Faço sim.
- Certo. Vou pausar o filme até você voltar.
    Fui para cozinha e ouvi Henry dizendo:
- Vou aproveitar para ir ao banheiro.
    Me surpreendi quando o vi entrando na cozinha.
- Henry?
- Preciso falar com você Wendy. Desde aquele dia mal consigo pensar em outra coisa. Me diga o que foi aquilo.
    Ele foi chegando bem perto de mim enquanto falava.
- Eu só disse o que eu estava com vontade de fazer naquele dia.
- Naquele dia? Hoje não?
    Ele aproximou fazendo com que eu encostasse na bancada da pia. Ele apoiou as mãos ao meu lado me encurralando.
- Hoje também, mas o que você está fazendo? Já pensou se o Lewis entrar aqui?
- Eu só precisava dizer que desde então você não sai da minha cabeça, o que não é uma coisa muito legal, já que você é a namorada do meu melhor amigo.
    Afastou-se e continuou falando:
- Desde então quero te beijar.
    Sorri. Talvez esse tenha sido o sorriso mais cruel que surgiu em minha face em toda minha vida. Poucas palavras foram o suficiente para que eu conseguisse seduzir o melhor amigo do meu namorado.
    Retirei o pacote de pipoca de dentro do microondas e passei ao lado de Henry. Por um segundo parei e disse:
- Quanto mais vontade você tiver, mais você desejar, melhor será. Você não perde por esperar.
    Cheguei à sala como se nada tivesse acontecido. Henry veio logo atrás.
- Que cara é essa, Henry? Parece que viu um fantasma. – brincou Lewis.
    Ao fim do filme Lewis levantou.
- Gostei da forma como o cara morreu... Muito bem feita a cena. Mas agora vou ao banheiro, porque não aguento mais esperar.
    Foi tempo de ele sair que Henry falou:
- O que você está querendo fazer comigo, menina? Pense nas coisas que você disse.
    Foi a minha vez de me aproximar de Henry. Sentei no seu colo e o beijei na boca. Logo após me levantei.
- Você é maluca? Imagine o que aconteceria se Lewis voltasse?
- Escondido é bem melhor. Com perigo é mais gostoso...
- Você só pode estar querendo me enlouquecer.
    Sorri e saí da sala deixando ele sozinho ali. Dias depois nos encontramos novamente em uma festa. Eu dançava na frente de Lewis, mas olhando para Henry. Eu rebolava, passava a mão no meu corpo. Eu estava o provocando muito. Ele me olhava meio sério. Eu ria. Aproximei de Lewis e pedi para que ele fosse comprar uma bebida para mim. Ele foi e me deixou sozinha com o amigo. Olhei para ele com uma expressão diabólica. Henry olhou para o lado como se não fosse com ele. Continuei dançando, mas dessa vez mais próximo dele. Ele disse:
- Wendy, para com isso pelo amor de Deus. Daqui a pouco não poderei mais responder por mim.
    Nesse momento vi que uma garota se aproximou dele. Esperei para ver o que ela faria.
- Oi gatinho! Qual seu nome?
- Henry, e o seu?
- Ellen. Está desacompanhado?
    Aquilo já era muito pra mim. Sem dar a ele chance de resposta coloquei meus braços no seu pescoço.
- Sim, ele está acompanhado. – disse.
    A garota deu dois passos para trás, mas continuou ali. Henry permaneceu calado. Completei:
- Está duvidando, garota?
    Eu o beijei e ela saiu. Vendo isso o puxei para longe dali. Chegamos num canto e eu o encostei na parede.
- Vamos aproveitar querido.
    Ele se virou, encostou-me na parede e aproximou seu corpo do meu.
- Essa pode ser a coisa mais errada que estou fazendo na minha vida, mas também é a que mais tenho vontade de fazer.
    Henry me beijou, enquanto que com uma mão me segurava pelos cabelos e a outra descia passando por meu corpo. Seu corpo estava tão perto do meu que eu podia sentir todo o volume que estava dentro de sua calça.
- Henry, nós precisamos voltar para lá. Lewis deve estar voltando.
- Só depois que você me der mais um beijo. E esse será o último. Vou me afastar de vocês. Não podemos continuar com isso.
    Voltamos ao lugar onde Lewis já nos esperava. Ele disse:
- Onde vocês estavam?
- Saímos daqui quando começou a briga. – respondi.
- Briga? Que briga?
- Você não viu, meu amor? Teve uma briga bem aqui ao lado e saímos correndo para fugir do tumulto.
    Nem eu mesma sabia o quanto era boa de mentiras. Consigo me virar bem em situações complicadas.
    Henry havia dito que se afastaria de mim e de Lewis e foi o que ele fez. Passou mais de um mês sem que eu o visse. Por mais que Lewis o chamasse para sair ele não ia e assim ficava sem entender o motivo.

Escrito por My Sexy Dreams às 21h07
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